Transexual é espancada em Porto Alegre após se envolver em acidente de trânsito

A médica transsexual Fernanda Campos, de 43 anos, deve prestar depoimento na tarde de hoje, 15 de agosto. Durante a manhã desta segunda-feira ela passou por exames no Departamento Médico Legal. Ela foi agredida na madrugada do último domingo, 14 de agosto, após de um acidente de trânsito.

Segundo a transsexual, um carro bateu o retrovisor na camionete dela bem próximo ao cruzamento da avenida Azenha com Ipiranga. Depois disso, os homens que estavam no veículo seguiram ela pela Azenha, trancaram a frente dela e a arrancaram do carro.  “Eles me arrancaram do carro, me jogaram no chão e começaram a me chutar, depois passou um táxi e me ajudou, senão eles iriam me matar”, conta.

Fernanda Campos atribuiu o episódio à homofobia e diz que ficou com medo de morrer. Mesmo depois das agressões, Fernanda conseguiu se deslocar até o Palácio da Polícia onde recebeu o auxílio de policiais militares. Ela registrou ocorrência e depois foi levada ao Hospital Cristo Redentor, onde foi atendida. Os três agressores também estiveram na polícia para tentar convencê-la a não registrar o boletim policial.

Para o SOMOS é preocupante o aumento de casos de homofobia no páís. “Isso nos mostra que precisamos urgentemente avançar na legislaçãoe tipificar a homofobia como crime de ódio. Os crimes homofóbicos estão se tornando banais e, mesmo assim, não estamos conseguindo sensibilizar a sociedade”, afirma Claudia Penalvo, do SOMOS.

Já o coordenador jurídico e membro da direção do SOMOS, Bernardo Amorim lembra, também, que é importante que as pessoas que forem agredidas por homofobia, que liguem para Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Ouça a notícia na rádio Gaúcha aqui

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