Sexo exige menos do coração que esteira, diz pesquisa

NOVA YORK – Sexo é exercício? E faz bem para o coração? Uma pesquisa publicada no periódico da Harvard Medical School testou os efeitos das atividades sexuais no coração em comparação com uma caminhada na esteira. E a esteira se provou mais extenuante que o sexo.

Pesquisadores monitoraram os batimentos cardíacos e a pressão arterial de voluntários (13 mulheres e 19 homens com 55 anos, em média) durante caminhadas em uma esteira no laboratório e em casa, durante as atividades sexuais com penetração e orgasmo. Cerca de três quartos dos homens eram casados, 70% sofriam de alguma doença cardiovascular e 53% tomavam beta-bloqueadores. Apesar disso, eles disseram fazer exercícios quatro vezes por semana e sexo em média seis vezes por mês.

Numa escala de intensidade de 1 a 5, os homens avaliaram o exercício na esteira como 4.6 e o sexo como 2.7. Durante o ato sexual, os batimentos cardíacos masculinos raramente ultrapassaram 130 batidas por minuto e a pressão sistólica sempre ficou abaixo de 170. Para as mulheres o sexo se mostrou uma atividade ainda mais leve.

Sexo queima quatro calorias a mais que assistir a um programa de TV
Sexo queima cerca de cinco calorias por minuto — quatro a mais que assistir TV e quase o mesmo que uma partida de golfe. Ou seja: se um homem pode subir dois ou três lances de escada, tem que estar em forma para o sexo. A excitação mental e física aumenta os níveis de adrenalina e pode desencadear ataques cardíacos e arritmias e, na teoria, o sexo pode fazer isso também. Mas, na prática, é muito incomum, principalmente durante sexo convencional com o parceiro de sempre.

Para um homem saudável de 50 anos, o risco de sofrer um ataque cardíaco é de cerca de um em um milhão. O sexo dobra esse risco, mas ainda assim é um risco de dois para um milhão. Para homens com doenças cardíacas, o risco é dez vezes maior e, durante o sexo, sobe para parcos 20 em um milhão.

E mesmo com medicamentos para disfunção erétil — como Viagra e Cialis — o sexo é seguro. Desde que a hipertensão esteja controlada e a doença cardíaca esteja estável.

Fonte: Agência Globo

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