No Brasil, 3 milhões de diabéticos não sabem que têm a doença

Hoje, dia 14 de novembro, é lembrada mundialmente a luta contra o Diabetes, doença que não discrimina homens, mulheres, jovens, adultos, pobres ou ricos. A data é celebrada desde 1991, mas foi em 2007 que a Organização das Nações Unidas aprovou resolução fixando a data como Dia Mundial do Diabetes. A escolha lembra o nascimento do cientista canadense Frederick Banting, que, juntamente com Charles Best, teve a ideia que levou ao descobrimento do hormônio chamado insulina, em 1922.

O diabetes é uma doença causada pela falta ou mau funcionamento da insulina. Ela é necessária para fazer com que a glicose – que fornece energia para o corpo – entre na célula. A doença faz com que haja excesso de glicose no sangue, causando danos aos tecidos, em especial aos vasos sanguíneos, o que pode resultar em outras enfermidades.

Características dos tipos 1 e 2:
Diabetes tipo 1: causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a esse hormônio. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes. Sintomas mais comuns: vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.

Diabetes tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. Ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes. Sintomas mais comuns: infecções frequentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furúnculos.

A incidência do diabetes, assim como a obesidade, tem crescido mundialmente em decorrência do estilo de vida que alia estresse, má alimentação e falta de atividade física. A forma mais comum do diabetes é o tipo 2, que acomete principalmente pessoas mais velhas e com sobrepeso ou obesidade. Esse tipo de diabetes pode passar muito tempo sem ser diagnosticado, por isso muitos diabéticos recebem o diagnóstico ao apresentar os sintomas das complicações características da doença, como insuficiência renal, dificuldade de cicatrização, problemas de visão, perda de sensibilidade nos pés, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

A OMS estima que mais de 300 milhões de pessoas tenham diabetes no planeta. A doença mata uma pessoa a cada oito segundos e leva à amputação de três pacientes por minuto, no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que 10 milhões de indivíduos são portadores da doença no País. Somente entre adultos, 8,3 milhões de brasileiros, ou 6,3% da população, sofrem com o diabetes. O mais grave é que as autoridades de saúde consideram que três milhões de brasileiros não sabem que têm a doença.

O diabetes é uma doença prevenível. Cálculos de especialistas apontam que, com alimentação saudável e atividade física regular, é possível reduzir em mais de 58% o risco de ter a doença. No caso de pacientes com a doença já instalada, existem diversos tipos de tratamento para o diabético controlar os níveis de glicose no sangue, como dieta, exercícios, medicamentos orais ou insulina. O sucesso do tratamento pode ser avaliado por medições constantes com um aparelho portátil ou por um exame de sangue chamado hemoglobina glicosilada, que faz uma média do nível da glicose sanguínea dos três meses anteriores ao exame e dá uma ideia global de como está o tratamento.

Por Éverton Oliveira – Redação Saúde Plena / Jornal de Pernambuco

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