Revista Radis aborda a importancia das atividades físicas na promoção da saúde

Os modelos de Academia da Saúde, promovidos pelo Ministério da Saúde, são estratégias voltadas à prevenção de doenças crônicas, divulgação e, ao mesmo tempo, implementação da cultura local e de hábitos saudáveis. O programa do Sistema Único de Saúde (SUS), que busca atacar o sedentarismo, a obesidade e doenças crônicas, ocupando espaço dominado pela iniciativa privada, foi tema da edição de setembro (nº 109) da revista Radis. A edição também dá continuidade ao debate sobre a sociedade de risco (realizado na Radis nº 106) e traz uma reportagem a respeito da regulamentação da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080).

Dados de 2009 do Vigitel – pesquisa por telefone realizada anualmente pelo Ministério da Saúde – indicam que 16,4% dos adultos brasileiros são sedentários, não fazem atividades físicas no tempo livre, durante deslocamentos ou mesmo tarefas como limpeza da casa e trabalho pesado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física em cinco ou mais dias por semana.

Dessa forma, a Academia da Saúde, lançada pelo MS em abril, é um espaço adequado para a prática de atividades físicas e de lazer em municípios de todo o Brasil. Por meio do programa, o ministério oferece financiamento para a criação de polos com infraestrutura, equipamento e pessoal qualificado para a orientação de exercícios físicos e de lazer, definindo como meta a instalação de 4 mil polos até 2014.

A edição traz ainda a reportagem sobre o Decreto 7.508 – elaborado para regulamentar a Lei Orgânica da Saúde nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, assinado pela presidenta Dilma Rousseff, em 28 de junho de 2011 -, que tem a expectativa de preencher lacunas importantes no SUS, além de textos sobre a sociedade de risco e a Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública. Confira aqui outros destaques da edição de setembro.

Como acessar a revista Radis

Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações sobre Saúde) é um programa nacional de jornalismo em saúde pública ligado à Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Criado em 1982, o programa Radis publicou durante 20 anos as revistas Súmula, Tema e Dados. De 1986 a 1993, publicou também o jornal tabloide Proposta – Jornal da Reforma Sanitária, renomeado em 1994 Jornal do Radis. Em 2002, o programa lançou a revista Radis, em substituição às publicações anteriores. É uma revista mensal, com capa colorida e maior flexibilidade editorial e gráfica, destinada não só a incorporar as qualidades e funções das publicações anteriores, como também a proporcionar um salto qualitativo na prática jornalística na saúde.

A revista é enviada para todo o país. Atualmente, tem uma base de cerca de 60 mil assinantes. O cadastro abrange todas as secretarias de Saúde do Brasil, municipais e estaduais, diversas organizações governamentais e não governamentais ligadas à saúde, associações sindicais e de moradores, escolas e profissionais de todos os níveis da saúde. A cessão da assinatura é gratuita, fundada no princípio constitucional de que “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. O Radis entende que tal princípio inclui como dever do Estado e direito de todo brasileiro o acesso a informações claras, precisas e qualificadas sobre saúde. A assinatura da revista é gratuita.

Fonte: Escola Nacional de Saúde Pública

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