Vivenciando Gêneros

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Imagine acordar em um corpo que não é seu. Você se sente perdida ali dentro e sabe que algo deveria ser diferente. Diariamente, milhares de crianças sentem-se assim, mas não conseguem compreender direito a questão.

Felizmente, os desafios relacionados a identidade de gênero – que pode ser explicada superficialmente como sentir-se a vontade com o sexo biológico que você nasceu – vem sendo mais discutidos e muitas crianças já conseguem ter uma criação neutra (sem papéis historicamente vistos como masculinos ou femininos) ou têm liberdade para verbalizar seus questionamentos.

O trabalho You are You, da fotógrafa Lindsay Morris, ilustra alguns momentos dessas crianças em um acampamento familiar em que há espaço para entrar em contato com sua real identidade, vivenciar quem gostariam de se tornar e dividir suas angústias com outras crianças que vivem o mesmo.

“Espero que esse projeto sirva para nutrir entendimento. E que ele mostre que essas pessoas são como eu e você, pais que estão tentando ajudar. Todas aquelas crianças, independentemente de como se identificam, não devem ser apenas aceitas, mas exaltadas e consequentemente elas escolherão levar uma vida longa, feliz e produtiva”, disse Lindsay ao Huffington Post.


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O acampamento é realizado por um grupo de pais que se conheceu em um fórum de apoio para criar crianças com questões de identidade de gênero ou orientação sexual (vale lembrar que uma coisa é totalmente independente da outra). As crianças têm entre cinco e 12 anos e o que as une é ter pais que respeitam seu caminho em vez de obrigá-los a aceitar o padrão social imposto.

O próximo passo da fotógrafa é lançar um livro com imagens feitas durante quatro anos de acampamento e dados sobre transexualidade, para ajudar pais, escolas e quem quiser entender mais sobre a questão para tornar ambientes amigáveis para todo mundo. O dinheiro foi arrecadado por meio de uma campanha de crowdfunding no site KickStarter.

No vídeo em que ela fala sobre o projeto, crianças contam como o acampamento foi importante para seu amor próprio, para que elas pudessem descobrir quem realmente eram e dividir seus medos com pessoas que passavam pelo mesmo. Saber que não se é o único a sentir algo ajuda muito nas batalhas do dia a dia. Ainda mais quando se é uma criança.

Um mundo com mais aceitação é um mundo com mais amor. Respeitar o outro como é, é a maneira mais efetiva para tornar o mundo um lugar igualitário.

Fonte: Yahoo! Mulher

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