Um arco-íris brilhando no horizonte

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Por Bernardo Amorim*

O tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo não é novo aqui no Brasil. Todos os Estados da nossa Federação possibilitam com encaminhamento nos mesmos moldes que regem o instituto desde quando só heterossexuais tinham a possibilidade.

Pertencer a minoria excluída transforma a vida em sociedade em uma gincana pela busca de direitos, identidades, pertencimentos. Tudo por querer se expressar como seu indissociável direito da personalidade lhe condiciona, fazendo com que muitas vezes o silêncio, a vergonha e a mentira sejam companheiras do viver.

Poder escolher um modelo de relacionamento é o mínimo que se espera de uma sociedade que se diz em busca da igualdade. E, sendo assim, sempre vai ser motivo para se comemorar uma conquista. Simples: situações cotidianas como registrar um documento que publiciza um relacionamento deixa pra trás uma época em que só algumas pessoas tidas como afortunadas, certas e moralmente aceitas podiam. Traz uma série de garantias de reboque.

Enxergar um horizonte de igualdade, de pertencimento e de pessoas tidas como sujeitas de direito começa assim. E é bem bonito quando a gente pode ver um arco-íris brilhando nesse horizonte.

*Bernardo Amorim é especialista em Direito Civil com Ênfase em Família e Sucessões pela Faculdade IDC e advogado formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS. Atua como Coordenador Geral e Diretor Jurídico do SOMOS.

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