[SSEX BBOX] em Porto Alegre: 16/05

beatrizpreciado

Lançamento Manifesto Contrasexual (de Paul B. Preciado) + Filme + Performance + Roda de Conversa

Quando: 16.05

Horário: das as 18h às 20h

Onde: na Aldeia (Rua Santana, 252 – Porto Alegre/RS)

Manifesto Contrasexual — práticas subversivas de identidade sexual, de Paul B. Preciado. Primeiro livro do filósofo espanhol é uma pequena dinamite, cuja tradução brasileira tem seu lançamento em Porto Alegre no dia 16.06 pela n­1 edições em parceria com [SSEX BBOX]. Com capa desenhada por Laerte Coutinho e ilustrações do próprio autor, é uma das obras mais instigantes da teoria queer. Para comemorar, o [SSEX BBOX]​, a Aldeia ​e a n­1 edições​prepararam este evento para conversar e celebrar. No mesmo dia haverá o sorteio da rifa para o financiamento coletivo do [SSEX BBOX], com os seguintes prêmios:

  • 1 exemplar do Manifesto Contrassexual autografado pela Laerte Coutinho;
  •  1 foto do Buck Angel autografada;
  •  1 DVD do documentário “Sexing the Transman” autografado pelo Buck Angel;
  •  1 exemplar do livro Viagem Solitária do autor João W. Nery;
  •  1 kit com zines do artista Adri A. (incluindo o Catálogo ilustrado de fantasias e o Catálogo ilustrado de ex­namorados);
  • 1 edição do livro Transmasculinidades com dedicatória da Simone Ávila.

Os bilhetes da rifa estão sendo vendidos à R$ 10 na Aldeia (Rua Santana, 252). Comprando um bilhete você estará colaborando para a realização da I Conferência Internacional [SSEX BBOX]​, que acontece em agosto em São Paulo/SP.

CONVERSA sobre sexualidade e gênero fora da caixa com:

Simone Ávila : ­ Doutora em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). É assessora técnica da Área Técnica de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. Foi bolsista do Programa de Cooperação Técnica Internacional Brasil­França, do Programa Nacional de HIV/Aids do Ministério da Saúde do Brasil, em 2003, tendo realizado estágio de aperfeiçoamento profissional de alto nível no Institut National de la Santé et de la Recherche Médical (INSERM) e no Centre Régional d’Information et Prévention du Sida (CRIPS) de Paris. É pesquisadora do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Jane Felipe :­ Possui graduação e Licenciatura Plena em Psicologia pela UFRJ ­ Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985), mestrado em Educação pela UFF ­ Universidade Federal Fluminense ­ Niterói/RJ (1991), doutorado em Educação pela UFRGS ­ Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e pós­doutorado na área de Cultura Visual, pela Universidad de Barcelona. Atualmente é professora associada IV da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Integra o GEERGE (Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero), vinculado à linha de pesquisa Educação, Sexualidade e Relações de Gênero, do PPGEDU/FACED/UFRGS, bem como é fundadora e integrante do GEIN (Grupo de Estudos em Educação Infantil e Infâncias), da mesma instituição. Atua com os seguintes temas: corpo, gênero, sexualidade, infâncias, educação infantil, educação sexual na escola, pedofilia e pedofilização como prática social contemporânea.

Daniela de Paula ​: Escritora, produtora, historiadora, apresentadora do Ilha dos Prazeres e Dominatrix há 12 anos. Escreveu o livro Eu, Dommenique onde conta sobre a inserção de seus desejos sexuais no mercado de trabalho, através do sadomasoquismo e das cenas fetichistas. Mantem o site dommenique.com, o blog dommeniqueluxor.blogspot.com, e uma coluna autoral no Huffington Post Brasil.

Eric Seger :​­ Membro do IBRAT (Instituto Brasileiro De Transmasculinidade), Estudante de Educação Física da UFRGS, bolsista de iniciação científica do NUPSEX (Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero). Uma das suas atividades favoritas é fazer transterrorismo com o cistema.

Marina Reidel :­ Graduada em Licenciatura em Educação Artística­Artes Visuais pela Universidade Feevale (2002), Pós Graduada em Psicopedagogia pela UCB (2006), Mestra em Educação na Linha de Educação, Sexualidade e Relações de Gênero e do programa de Pós Graduação da UFRGS (2013). Atualmente é Coordenadora Estadual de Diversidade Sexual da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do RGS e professora da Fundação Municipal de Artes de Montenegro (FUNDARTE). Possui artigos publicados em revistas, livros, periódicos e sites, bem como, entrevistas e reportagens em jornais, revistas e internet. Coordena a Rede Trans Educ (Rede de Professores Transexuais e Travestis do Brasil). É a primeira Transexual a Cursar Mestrado em Educação na UFRGS e RS.

O ator Vinicius Mello ​apresenta a intervenção “Andróginos”, que é uma performance adjacente do espetáculo homônimo, que busca o questionamento dos valores impostos culturalmente a partir do sexo biológico. A relação com o outro e a possibilidade de redimensionar nossa própria identidade, percebendo assim a multiplicidade de corpos e desejos. Mesmo em uma época de reorganização de padrões, cruzar a linha fronteiriça entre o que é considerado feminino e masculino é uma escolha pelo risco. Quem sabe poder entrar em uma zona de variantes comportamentais? Variantes não determinadas pelo seu sexo biológico, desequilibrando a lógica binária: pênis­homem­masculino, vagina­mulher­feminino.

Ficha Técnica

Atuação: Vinicius Mello

Direção: Isandria Fermiano

Concepção e Dramaturgia: Isandria Fermiano, Natalia Souza, Sofia Vilasboas e Vinicius Mello

Figurinos: Isandria Fermiano, Vinicius Mello

Exibição do filme:

▼ CURTA ­ PERFIL: Um dia com Laerte ▼

(Brasil, 2013, Duração: 18min, Direção: Priscilla Bertucci, Produção: Victor Sá, Fotografia: Agustin Oroz e Bruno Filellini, Making­of : Adriana Moncorvo)

O que é ser “mulher”? O que é ser “homem”? Sexo biológico, vestimenta, cultura, família, jeito de andar e falar, atitudes, afetividade… O que determina o gênero? Existem apenas dois, masculino e feminino? Como utilizamos nosso repertório para compor identidades, expressões e performances de gênero?

Laerte Coutinho, tanto por sua vivência pessoal, quanto por seu trabalho como cartunista, nos apresenta essas e outras questões. De maneira singular, Laerte põe em cheque as normas que nos são impostas e a que todxs estamos submetidxs. Seu depoimento denuncia a naturalização de uma pseudo linearidade entre sexo, gênero, desejo e praticas sexuais, e nos convida a refletir sobre as multiplas possibilidades de ser.

 

A Aldeia ​é um espaço multicultural que acredita na cultura para além da arte, com uma organização horizontal e modo de produção colaborativo. Sob a mesma oca, convivem projetos de arte, comunicação, entretenimento e serviços, além de propostas de ocupação efêmera do espaço.

+ informações:

http://www.ssexbbox.com/

http://www.n­1publications.org

 

 

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