Safira Bengell volta aos palcos no Piauí

O show ‘Artista sim, preconceito não’ que será realizado no dia 4 de junho, no Teatro 4 de Setembro, no Piauí, marca os 35 anos de carreira, ações humanitárias e ativismo cultural da artista Safira Bengell. O show vai dar inicio a uma campanha de desistigmação da imagem das trans do Brasil.

Safira participou do projeto de capacitação em projetos culturais desenvolvido pelo SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade em todas as regiões do Brasil, com apoio do Ministério da Cultura.

Durante algumas décadas, as trans do Brasil são associadas a sexo, aids e profissionais do sexo. Nós artistas, estamos sem trabalho devido a essa imagem criada devido a falta de informação. Nós somos considerados pelo Ministério da Cultura como artistas culturais. A sociedade confunde muito as coisas.”, explica Safira

O evento contará com a participação de Cláudia Celeste, primeira artista travesti a fazer novela na TV Brasileira, que vem pela primeira vez ao Piauí. Estarão presentes também Brenda Bacall; a miss Brasil gay 2011, Rayka Bittencourt; e Herbert Costa, ator piauiense que fará participação com Safira em apresentação de humor.Além do show no 4 de Setembro, Safira participará do encontro das atrizes travestis para reivindicar espaço no cinema e no teatro. Ela explica que as emissoras retratam os travestis na televisão, mas não as chamam para fazer o papel, geralmente é interpretado por uma outra atriz.

“Eu tenho registro de profissão como atriz, tenho minha formação na Europa em cinema, teatro e televisão, mas não sou chamada”, exemplifica.

Safira Benguell - Foto de Mariana Viana, do GP1

Carreira

Safira Bengell tem 35 anos de carreira e é uma das precursoras do movimento. Ela assumiu sua personalidade feminina no Piauí, mas logo se mudou para o Rio de Janeiro.
No Rio, ela trabalhou com Alcione, participou de novelas, como por exemplo, da abertura da novela Dancing Day’s (1978), além de ter feito teatro e musicais. A artista viajou também por São Paulo e Europa. Ela é a única travesti brasileira a ter feito filmes na Europa (The California Dreams).

Por conta da repressão sofrida durante a ditadura, entrou com uma ação no Ministério da Justiça requerendo desculpa do Governo.

Fonte: GP1

 

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