Porto Alegre tem o primeiro Comitê de Mortalidade por Aids no país

Foi instalado em Porto Alegre nesta terça-feira, 22 de novembro, o primeiro Comitê de Mortalidade por Aids do Brasil. Durante a solenidade, realizada hoje pela manhã, no Hotel Coral Tower, quando o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli,empossou os integrantes.

Fazem parte do Comitê representantes de hospitais, ambulatórios, serviços de assistência em HIV/Aids, Unidades de Pronto-Atendimento, coordenações de atenção primária, da Vigilância em Saúde, do Departamento de Saúde Prisional da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), do Fórum de Organizações Não-Governamentais e da Rede de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.
Atribuições – Esse novo órgão terá como tarefas investigar os óbitos por aids na Capital, envolver gestores, profissionais e serviços de saúde, e também a sociedade civil em ações de monitoramento da mortalidade, incentivar a integração entre instituições e profissionais da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde e a área técnica de doenças sexualmente transmissíveis (DST/Aids) e hepatites virais, com o objetivo de planejar medidas de combate de fatores que aumentem o risco de morte.
Além disso, o Comitê irá avaliar periodicamente os principais problemas observados nos estudos de óbitos e as ações implementadas para reduzi-los. Também deverá propor iniciativas para a melhoria da qualidade no atendimento aos casos de HIV/Aids.  
Teste rápido – Porto Alegre é também a primeira cidade do Brasil a oferecer regularmente o teste rápido do vírus HIV na rede de atenção primária em saúde, para tornar mais ágil os diagnósticos de aids. O lançamento foi feito no último dia 8 na Unidade de Estratégia de Saúde da Família (USF) Maria da Conceição, região Partenon-Lomba do Pinheiro. Desde o dia 11, o teste é oferecido também na USF Ernesto Araújo e, gradativamente, será distribuído às demais unidades da rede de atenção primária.  

Nesta primeira etapa, o teste está disponível para gestantes e seus parceiros. O resultado fica pronto em 15 minutos. Se for constatado que a futura mãe é portadora do HIV, o bebê poderá ser protegido. O exame deve ser agendado diretamente na unidade de saúde, de segunda a sexta-feira, e é realizado sempre às terças-feiras à tarde. Dentro de três meses, o serviço deverá ser estendido para toda a população. Inicialmente, foram adquiridos 60 mil testes rápidos.

A meta é reduzir ao máximo o número de diagnósticos tardios e a transmissão do HIV. Estudos demonstram que 40% da mortalidade por aids ocorrem pela demora em descobrir a presença do vírus e iniciar o tratamento para conter o desenvolvimento da doença. Quem começa a receber acompanhamento muito tarde tem risco de morte 49 vezes maior.

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