Pesquisa online analisa Gestão de Risco em HIV e AIDS: participe!

O Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (DSC/FS/UnB) e a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) realizam até meados de agosto pesquisa online de Gestão de Risco em HIV e AIDS nas cidades do Rio de Janeiro e Brasília.

O público alvo são os homens que fazem sexo com homens (HSH, ou seja, homens gays, bissexuais, garotos de programa/michês e ainda homens que fazem sexo com outros homens mas que não se identificam como gays/homossexuais), travestis e mulheres lésbicas nas cidades mencionadas. O questionário é aberto e o/a participante não precisa se identificar. Para responder, acesse o link http://twixar.me/X7d . A investigação é parte integrante do estudo de casos relacionados às trajetórias de vida, itinerários terapêuticos e gestão de risco desses grupos.

O objetivo é caracterizar as formas de adaptação e gestão do risco para a infecção pelo HIV, compreender e mostrar as dificuldades cotidianas dos grupos no acesso a cuidados e serviços de saúde e contribuir para a melhoria das formas de ação e articulação da sociedade civil junto ao poder público a fim de adequá-las à realidade desses sujeitos.

Dados oficiais indicam que nesta quarta década da epidemia de HIV e da AIDS persistem enormes desafios. Sobre os homens que fazem sexo com homens, por exemplo, há maior vulnerabilidade ao vírus HIV e, com isso, o grupo tem sido desproporcionalmente mais afetado pela epidemia. Os HSH representam 27,4% do total de casos notificados no país, segundo dados de 2008.

No caso das lésbicas, a sexualidade é invisibilizada pela sociedade e, sobretudo, pelas equipes de saúde. O problema se repete quando o assunto é a produção de conhecimento. De acordo com especialistas, são raros os estudos sobre a relação destas mulheres com os serviços de saúde, a gestão de risco e os itinerários terapêuticos, assim como também faltam dados epidemiológicos que caracterizam a situação de saúde e o perfil de adoecimento do grupo.

Já a população das travestis, em geral, está contabilizada nas estatísticas epidemiológicas da infecção pelo HIV dentro dos dados dos HSH. No entanto, as travestis possuem outra identidade individual e social e têm vivências e práticas sexuais diferenciadas dos HSH. Além disso, o grupo é muito marginalizado na sociedade e dificilmente recebe a atenção e cuidados devidos do sistema de saúde.

A pesquisa Gestão de Risco em HIV e AIDS é financiada pelo Ministério da Saúde por meio do Departamento de DST/AIDS e HIV. A previsão é que os resultados finais sejam divulgados até novembro deste ano. Participe!

[Fonte: ABIA]

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