Parada Gay quer bater recorde com valsa na Avenida Paulista

Nos 15 anos de parada, concurso de DJ escolherá melhor mixagem. ‘Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!’ é tema deste ano.

Os organizadores da Parada Gay de São Paulo querem comemorar os 15 anos de evento quebrando um recorde. Desta vez, no entanto, o objetivo não é reunir o maior número de pessoas em uma passeata contra a homofobia, mas, sim, colocar o maior número de participantes para dançar. Segundo o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Ideraldo Luiz Beltrame, a meta é juntar o maior número de casais para uma valsa em plena Avenida Paulista.

“É um ‘début’, a própria palavra debutante significa transformação, mudança, o renascer. Então vamos abrir a parada convidando a todos na Paulista a dançar uma valsa e quebrar o recorde mundial de casais dançando valsa em local aberto”, disse. Segundo ele, representantes do Guiness Book, o livro dos recordes, estarão presentes.

Um concurso de DJs, segundo ele, vai escolher a melhor mixagem da valsa. O 15º mês do Orgulho LGBT foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (6) a vai até o dia da parada com cilclos de palestras, feira cultural e atividades lúdicas.
Neste ano, segundo Beltrame, a parada pretende trazer de volta o show de encerramento, que não ocorre desde 2003. A expectativa é melhorar o fluxo de pessoas depois que a parada terminar. Ainda não há definição de local para o show.

O tema da parada deste ano é “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”. O presidente da APOGLBT diz que é contra a intolerância religiosa e pretende descontextualizar o sentido cristão.

De acordo com Beltrame, a diva da parada, Preta Gil, deve estar no carro oficial e fará a abertura. A presidente Dilma Rousseff e outros políticos foram convidados a participar do evento pela associação. “Mais importante é que eles estejam conosco, significa que além de patrocinar, eles veiculam essa ideia”, afirma.

Segurança
De acordo com Beltrame, a expectativa de público na parada é a mesma do ano passado. Segundo dados da SPTrans, cerca de 3,1 milhões passaram pela Paulista em 2010. A festa deverá custar, segundo ele, R$ 2 milhões e contar com 25 trios elétricos.

Segundo a Polícia Militar, o número do efetivo deste ano vai aumentar. Serão 1.500 policiais, contra 800 do ano passado. Foram contratados pela associação outros 400 seguranças particulares.

A PM pede a colaboração das pessoas que forem à parada para que denunciem casos de agressão durante a festa e aconselha que evitem andar sozinhas, principalmente em locais com pouca movimentação. A recomendação é que os participantes deixem em casa objetos de valor.

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