Ortotanásia é aprovada no Brasil. A partir de hoje os pacientes podem optar por não prolongar vida

O novo Código de Ética Médica, que começa a valer hoje, 13 de abril, traz uma inovação na área de pacientes terminais. Diferentemente do que ocorre atualmente, os médicos terão de respeitar a decisão de quem não quiser prolongar sua vida, quando não houver mais cura possível.

O novo código recomenda que os médicos não deem tratamentos desnecessários a esses doentes, e aconselha a prática de cuidados paliativos para minimizar o sofrimento.

— É uma mudança bastante radical. Até agora, havia aquela tendência de se fazer tudo para prolongar a vida do doente. Isso vai continuar prevalecendo para todos os outros casos. Mas, no caso dos (pacientes) terminais, os médicos têm de reconhecer que tudo o que se fizer a mais não trará benefício real ao paciente. Ele vai ser colocado num tubo e só se vai prolongar o morrer — disse o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

Outra novidade é a possibilidade do testamento vital. Qualquer pessoa poderá registrar em cartório documento apontando as pessoas que podem decidir sobre questões vitais que o concernem, caso esteja inconsciente. O futuro paciente poderá registrar quais procedimentos autoriza.

Consentimento do paciente também passa a ser obrigatório. O médico terá que pedir o consentimento do paciente para qualquer procedimento que for fazer, exceto em caso de risco iminente de morte, e aceitar suas decisões.

Fonte: Catarina Alencastro, do jornal O Globo

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *