Mulheres podem se inscrever para cursos na construção civil

Estão abertas 600 vagas para mulheres em cursos de qualificação para a construção civil em Porto Alegre, em três locais diferentes. Para participar dos cursos, as interessadas deverão ser maiores de 18 anos, ser alfabetizadas e apresentar Carteira de Identidade e Comprovante de Residência. As inscrições poderão ser feitas no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Porto Alegre (STICC), na Rua Olavo Bilac, 15, (tel.: 3227 2055), na Federação de Mulheres Gaúchas, Rua Des. André da Rocha, 216 (tel.:3228 0296) e no Sine Municipal – Avenida Mauá, 1013, em horário comercial.

A Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Sinduscon, Federação de Mulheres Gaúchas e Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil, irá desenvolver o projeto com recursos do governo federal, pelo Programa “Tua casa, Meu Trabalho”, do Ministério do Trabalho e Emprego. O projeto será desenvolvido pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) e pelo Gabinete de Planejamento Estratégico (GPE), como forma de incentivar a complementação de renda familiar, através do Cresce Porto Alegre, um dos programas estratégicos da administração municipal.

Cursos – As 22 turmas previstas, com 626 vagas, formarão mulheres nas técnicas de ferreiro/armador, pedreiro/azulejista, pedreiro/reparador, carpinteiro, eletricista, hidráulico, assentador de piso/parede, gesseiro e pintor. Os cursos foram viabilizados por meio de um Protocolo de Intenções assinado pelo prefeito José Fortunati, na última sexta-feira, 11.

Com duração de seis meses, os cursos oferecerão aulas teóricas e práticas, nos três turnos. Durante o curso, as participantes receberão Vale-Transporte e lanche. As aulas teóricas serão na Escola do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil – STICC, Centro Vida, SEMA (ILHAS), Cecopam e Casa Brasil. As aulas práticas serão em canteiros de obras. Durante as aulas práticas, as mulheres terão carteira profissional assinada por período de experiência e receberão salário de acordo com as atividades desenvolvidas.

Mercado aguarda essa mão-de-obra – De acordo com o vice-presidente do Sinduscon, José Paulo Grings, hoje há 15 mil vagas de trabalho esperando profissionais capacitados na construção civil. “As mulheres já mostraram que são profissionais mais organizadas, caprichosas e estamos esperando por elas”, enfatizou. Atualmente diversas empresas do setor, na Capital e no Estado, já contam com mulheres em seus canteiros de obras e outras aguardam por essas profissionais, como a KF Engenharia, Tedesco, Capa e Goldztein. Para os profissionais capacitados, os salários podem chegar a aproximadamente R$ 2 mil, com cesta básica, VT e possiblidade de hora-extra e adicional de insalubridade.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que as mulheres ocupam, cada vez mais, as vagas de trabalho abertas pela construção civil em todo o Brasil. Há uma década, elas eram pouco mais de oitenta mil entre mais de um milhão de pessoas empregadas pelo setor. Em 2010, elas ocuparam 11% das vagas criadas pela construção civil no país.

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