Morre no Rio a transformista Rose Bombom

Na tarde dessa última quinta, 8 de dezembro,  morreu no Rio a transformista Rose Bombom, uma das artistas mais conhecidas da cena gay carioca. Como marca registrada, o batom branco nos lábios e o humor ácido na ponta da língua.

Pedro Paulo da Costa, 47 anos, trabalhava como ator transformista sob o nome artístico de Rose Bombom há 27.  Ela sofreu um infarto fulminante em sua casa, e seu corpo foi levado ao IML. O velório e o enterro estão marcados para esta sexta, 9 de dezembro, no Cemitério de Inhaúma, subúrbio do Rio.

Pedro começou sua carreira como palhaço e, em 1984, participou do concurso Clube da Bolsa, na praia de Copacabana, onde ganhou o primeiro lugar como caricata. Trabalhou também, no Rio, nas extintas boates Sótão, Ziga-Zague, Incontru’s, no Boêmio (onde começou a atuar com a saudosa Laura Di Vison) e na maioria dos clubes que surgiram depois.

O nome Rose Bombom, segundo ela, surgiu após algum tempo buscar um nome para o seu personagem, ao ouvir um programa de rádio que falava sobre a noite de São Paulo e se encantou com o nome de um a boate de lá. Pedro gostava de rosas e, por ser baixinho e moreno, achava que bombom combinaria com ele.

Rose estava se recuperando de um acidente de carro que sofreu no início de setembro, quando o táxi que a conduzia foi atingido por outro veículo. No acidente, ela perdeu o movimento das pernas e precisou operar a coluna. Bombom vinha se recuperando bem da cirurgia.

Da Redação, com informações de ACapa e Grupo Arco-Íris

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