Militante gay questiona a pregação religiosa no Hospital Emílio Ribas

O Grupo Católicas Pelo Direito de Decidir publicou em seu site a denúncia de Ricardo Rocha Aguieiras, militante do movimento LGBT, que questiona a pregação religiosa no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo – “O fundamentalismo religioso esta na ordem do dia, cada vez mais presente no nosso cotidiano e, desde a última eleição, com o aval da presidência”, afirma.
– Sou paciente do Instituto Emílio Ribas desde 2005 e sempre admirei a forma como somos tratados lá, a organização, limpeza perfeita e médicos preocupados, estudos avançados e tudo isso acabou tornando o complexo hospitalar uma referência mundial em doenças infectocontagiosas. Mas…

– Uma coisa sempre me incomodou lá dentro, são as suas duas capelanias religiosas, a católica e a evangélica, esta última dirigida pela Igreja Presbiteriana do Brasil, de cunho homofóbico e que considera diversidade sexual como pecado e como possessão demoníaca e encaram a epidemia de aids como consequência direta desta “perversão moral”.

Fonte: Católicas pelo Direito de Decidir

Antes a gente ainda via uns crucifixos em alguns lugares do hospital, hoje bem menos. Mas vejo as tais “voluntárias” religiosas sufocando pacientes com seus panfletos e imagina você: alguém doente é alguém numa situação de extrema fragilidade e carência, muitas vezes vem de longe, muitos não possuem informação e estudo para se defender e acabam sendo presas fáceis nas mãos de doutrinas oportunistas e sufocantes”, finaliza.

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