Laboratório que certifica camisinha também vai avaliar silicone

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) publicou nesta quinta-feira, 12 de abril, uma portaria permitindo aos laboratórios que fazem certificação de preservativos masculinos e luvas cirúrgicas que atestem também a qualidade das próteses de silicone disponíveis no mercado.

Segundo o texto, o processo de verificação dos produtos é semelhante e, por isso, as empresas interessadas em realizar o procedimento poderão preencher um cadastro e dar início a análise dos implantes mamários.

A permissão para estas companhias deve durar por até seis meses. Depois deste prazo, elas deverão se submeter à acreditação do Inmetro para seguir com as inspeções.

Apenas hoje, duas companhias já procuraram o Inmetro para fazer parte da lista de laboratórios autorizados. Ao realizarem os primeiros testes, essas empresas deverão ser acompanhados por um auditor do órgão.

DE ÚLTIMA HORA

O próprio Inmetro explica que medida foi tomada como alternativa para evitar o desabastecimento do mercado de implantes mamários, uma vez que é necessário tempo para acreditar os organismos de certificação de produtos.

Desde o dia 21 de março, a comercialização de novos modelos de próteses mamárias de silicone nacionais e importadas no país estavam suspensas –aguardando justamente a publicação do Inmetro, com os critérios para verificação dos produtos.

A partir de agora, as fabricantes poderão procurar as certificadoras em busca do selo de conformidade.

Com a medida, a Anvisa pretendia evitar a entrada de próteses com baixa qualidade no mercado até que pudesse garantir a segurança dos silicones.

O diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, disse que o órgão não foi pego de surpresa e que o procedimento da liberação temporária de certificadoras é comum.

“Já estávamos acordados com a Anvisa e essa autorização transitória é recorrente em termos de comércio exterior, na Organização Mundial de Comércio. Adotamos a linha do notório saber”, afirmou.

Segundo ele, a medida não vai aumentar os riscos de uso de produtos de baixa qualidade. “O fato de termos feito isso é porque já nos certificamos dos devidos cuidados”, completou.

Fonte: Folha de S. Paulo

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