Hospital de Clínicas extingue capela católica e cria espaço laico

A iniciativa em transformar a capela Católica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em um espaço ecumênico está gerando aplausos e repúdios. O espaço, que antes era exclusivamente Católico, com imagens de uma única religião, transformou-se num ambiente de espiritualidade, mas laico, sem nenhum símbolo religioso. Para o dr. em antropologia e Juíz de Direito, Roberto Arriada Lorea, “essa iniciativa traduz o respeito à diversidade religiosa presente na sociedade gaúcha, assegurando igual tratamento a pacientes, familiares e servidores de diferentes crenças, única forma de garantir uma sociedade justa, livre e solidária. Assim alcançamos a democracia religiosa, separando Estado e Igreja”, sintetiza.

A Responsável pela Comunicação Social do Hospital, jornalista Elisa Ferraretto, disse que o HCPA resolveu cumprir o artigo 19 da Constituição, que proíbe que os órgãos públicos privilegiem uma religião em detrimento de outras.

O arcebispo Dadeus Grings, de Porto Alegre, avisou: “Vai ter briga”. Disse que a Cúria Metropolitana pretende recorrer à Justiça contra a extinção da capela. “Não nos avisaram, simplesmente despejaram. Tiraram a nossa liberdade lá dentro para colocar a nova era.”

O SOMOS parabeniza a iniciativa, afinal o Estado brasileiro é laico (artigos 5º, VI e 19, I, da Constituição Federal) e não pode estabelecer hierarquia entre diferentes credos.

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