Gravidade da epidemia de aids em Porto Alegre traz Ministério da Saúde

A Diretora do Departamento de Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Dra. Mariângela Simão estará nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, em Porto Alegre, para cumprir duas importantes agendas. A primeira na Câmara de Vereadores e a segunda no Conselho estadual de Saúde, devido a gravidade da epidemia de aids na capital e no Estado.

Às 9h da manhã, Mariângela se reunirá com os vereadores de Porto Alegre no Plenário Ana Terra, da Câmara de Vereadores, a convite da Frente Parlamentar de Luta Contra as DST/HIV e Aids para falar da gravidade dos dados epidemiológicos em Porto Alegre; e as 16h, ela estará na reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde conversando com representantes do governo e da sociedade civil que participam do respectivo Conselho visando provocar uma maior reflexão e pensar em possíveis estratégias comuns de enfrentamento da epidemia no Estado.

Os dados epidemiológicos apresentados em novembro do ano passado pelo Ministério da Saúde (www.aids.gov.br) tem preocupado bastante a população gaúcha, pois embora os grandes centros urbanos do país tenham registrado uma queda de 15% na taxa de incidência de aids entre 1997 e 2007, Porto Alegre, ao contrário, apresentou a maior taxa de incidência entre as cidades brasileiras, com 111,5 por 100 mil habitantes.

E a situação da Região Sul, e mais precisamente do nosso Estado, é ainda mais preocupante, pois dos 100 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentaram maior taxa de incidência de aids, os 20 primeiros da lista estão no Sul, sendo que as 15 cidades com maior incidência, estão no Estado:

1. Porto Alegre (RS): 111,5
2. Camboriu (SC): 91,3
3. Canoas (RS): 83,0
4. Itajaí (SC): 81,2
5. São Leopoldo (RS): 72,9
6. Alvorada (RS): 72,8
7. Sapucaia do Sul (RS): 70,3
8. Viamão (RS): 68,5
9. Balneário Camboriu (SC): 67,9
10. Cruz Alta (RS): 64,9
11. Rio Grande (RS): 59,4
12. Florianópolis (SC): 57,4
13. Esteio (RS): 56,7
14. Cachoeirinha (RS): 54,0
15. Guaíba (RS): 53,0
16. Pelotas (RS): 51,9
17. Gravataí (RS) 49,9
18. Camaquã (RS): 47,7
19. Criciúma (SC): 47,1
20. Novo Hamburgo (RS): 44,6

“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia no Brasil é concentrada”, afirmou Mariângela Simão.

Para o Grupo SOMOS, Comunicação, Saúde e Sexualidade, que participa das instâncias de controle social no Estado e município, “a vinda da Diretora do Departamento de Aids do Ministério da Saúde a Porto Alegre demonstra que a gestão das políticas de aids em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul são motivo de preocupação não só da sociedade civil como também do Gestor federal”, afirma Gustavo Bernardes, Coordenador Geral da entidade.

Texto: Jornalista Alexandre Böer – MTb 7927

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