Gapa do Rio Grande do Sul faz 25 anos

gapa

Nessa próxima quinta-feira (3 de abril), o Grupo de Apoio a Prevenção da Aids do Rio Grande do Sul (Gapa/RS) estará completando 25 anos de fundação. Para marcar a data,  lança a campanha “A casa está caindo, mas nós continuamos de pé”, numa provocação para discutir as novas diretrizes de enfrentamento da epidemia de aids no Brasil. Para tanto, a instituição promove um debate no Hotel Ritter ,em Porto Alegre, às 16h30min, com o tema “Testar e tratar: do que é mesmo que nós estamos falando? “.

Segundo a presidente da instituição, Carla Almeida “ ao longo dos quase 30 anos de enfrentamento no Brasil e no mundo ficou comprovado que a aids é muito mais que uma infecção pelo HIV, ela é uma epidemia politico – social diretamente relacionada a determinantes e condicionantes sociais, tais como: preconceito, discriminação, estigma, desinformação, violação de direitos, falta de acesso a serviços de saúde com qualidade.” Para ela “ ações puramente biomédicas não atendem as demandas das populações mais vulneráveis à epidemia e não são consoantes com a dinâmica da aids na atualidade.”

Carla esclarece que as dificuldades de manutenção da casa onde o Gapa/RS funciona há mais de vinte anos, por exemplo, “apenas refletem a invisibilidade politica da epidemia, a pouca importância que o Estado e a própria sociedade dão à aids nos dias de hoje”.

Independentemente das dificuldades que o Gapa/RS enfrenta para desenvolver suas ações, a entidade continua atuando em espaços sociais de discussão e elaboração das politicas públicas de saúde, principalmente nos conselhos municipal, estadual e nacional de saúde. “Nossa proposta sempre foi de fiscalizar e cobrar do Estado ações e serviços públicos de saúde que atendam as demandas das populações mais afetadas pela aids, Nossas ações nunca visaram substituir o Estado e sim provocá-lo para que de fato cumpra seu papel”, comenta Carlos Duarte, vice-presidente e membro do Conselho Nacional de Saúde.

Diante da realidade adversa, como o aumento de casos de aids no Estado, o Gapa/RS não pensa em comemoração e sim em desenvolver uma ação que provoque a sociedade gaúcha a repensar sua forma de enfrentamento da aids, “lutando por uma saúde pública inclusiva, respeitando os direitos humanos e pela defesa do SUS público e de qualidade, como um direito de todos e dever do Estado”, complementa Carlos

Fonte: Gapa/RS, através da Agência de Notícias da AIDS