Exposição interativa sobre tuberculose poderá ser conferida na estação mercado do Trensurb

Será inaugurada nesta quarta-feira, 3 de novembro, a exposição itinerante “Tuberculose tem cura – SUS prá valer” na Estação Mercado, do Trensurb, em Porto Alegre (RS). A mostra, que traça um panorama da doença no Brasil desde o final do século XIX até os anos 90, irá divulgar informações sobre a tuberculose e difundir hábitos saudáveis para a população, além de auxiliar na diminuição do estigma, que ainda persiste de que essa é uma doença que só atinge aos pobres.

A exposição tem uma linguagem lúdica, dinâmica e muito educativa. Consta com instalações que simulam um posto de saúde cenográfico, onde técnicos orientarm o público sobre os fatores de risco, prevenção, tratamento, diagnóstico e estratégias de controle da doença.

Ela é dividida em cinco seções, e traz uma série de jogos didáticos, como o “pega ou não pega”. Nesse jogo, peças giratórias exibem personagens em cenas diversas e comuns à rotina em qualquer comunidade e cidade. No verso de cada cena, o visitante descobre se ‘pega’ ou ‘não pega’ a tuberculose naquela situação. Finalizadas as tentativas, contam-se os acertos para avaliar o grau de conhecimento dos participantes.

Em outra seção, um painel com acendimento de lâmpadas convida o público a descobrir que parte da figura deve mover para impedir o contágio. Várias partes poderão ser deslocadas, até o visitante encontrar o gesto ‘correto’, como por exemplo a mão na boca na hora da tosse. Há ainda um jogo eletrônico de como se prevenir, se tratar e, finalmente, curar a doença.

O público gaúcho será o terceiro Estado a conhecer a exposição. Alexandre Böer, um dos membros da direção do SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade foi o responsável pela escolha do espaço. “Sugeri aos realizadores a Estação Mercado porque é fundamental que uma exposição como esta, com este caráter, seja realizada onde há grande circulação de pessoas e lá circula muitas pessoas da região metropolitana”, afirma.

A mostra, que tem apoio do Fundo Global, irá circular por todas as capitais que possuem Comitês Metropolitanos de Combate à Tuberculose. Assim, os gaúchos poderão verificar na mostra a descoberta do bacilo de Koch, em 1882, o flagelo do século XIX; a concepção romântica e compreensão social da doença, ligada às condições de vida e de trabalho e a institucionalização da luta contra a tuberculose, ocorrida a partir de 1900, com a criação da Liga Contra a Tuberculose.

No Brasil, a tuberculose esteve presente na criação artística em diferentes épocas. A literatura foi seu campo predileto. Românticos como Casimiro de Abreu e Castro Alves, simbolistas como Cruz e Souza Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira e Ribeiro Couto escreveram poesias inspirados pela “Dama Branca”. A prosa, com Floradas na Serra, de Dinah Silveira de Queiróz e a música popular brasileira, com sambas de Noel Rosa, são ainda testemunhas da imaginação proveniente da tuberculose.

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