Exército brasileiro é processado por homofobia

Junta médica do Exército que assinou laudo do ex-sargento Laci Marinho Araújo é processada pelo CRM

O Conselho Regional de Medicina (CRM), do Distrito Federal, abriu um processo contra a junta médica que atendeu o ex-sargento Laci Marinho Araújo (foto ao lado) entre o período de 2004 a 2008. O parecer acusa os 18 médicos que atenderam o ex-sargento de ter contribuído “em maior ou menor gravame para o clima de tortura psicológica que viveu na época e talvez ainda viva hoje”.

Além disso, de acordo com o CRM, os médicos são responsáveis por “autorizar a prisão arbitrária de ser humano doente, em gozo de licença médica concedida por outro médico” e “internar uma pessoa compulsoriamente”. Com isso, eles cometeram – em nome das normas dadas pelo Exército – nove infrações do Código de Ética Médica.

“Diante de tanta truculência, de tantas atrocidades e de tantas aberrações, considerando, inclusive, que o Ministério Público Federal, através da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, já procedeu a tipificação do delito cometido, e identificou a responsabilidade do principal denunciado, diretor do Hospital Geral de Brasília, Antônio André Cortez Marques, não no resta alternativa outra senão sugerir a instauração de Processo Ético Profissional”, diz o parecer do CRM divulgado na quarta-feira, 24.

Unanimidade – O parecer foi aprovado por unanimidade pelos membros do CRM e os médicos que respondem ao processo terão que se apresentar para prestarem esclarecimentos sobre o caso. Testemunhas também serão ouvidas sobre o caso. Laci ficou preso por três meses em um hospital militar após ter assumido publicamente sua relação homoafetiva com o também ex-sargento Fernando Alcântara de Figueiredo, revelado em 2008 na revista Época. Na época, Laci foi acusado de deserção pelo Exercito, ou seja, do abandono do posto de trabalho. Caso condenados, os médicos perderão o direito de exercer suas atividades na medicina. Veja a lista dos envolvidos:

A lista – Poderão ser processados os seguintes médicos: Andréa Barra Murta Lima (CRM 8398); Karl Matsumoto (CRM 9218), Marcelo Costa Cronemberger Marques (CRM 9248), Daniela Vasconcelos Claro (CRM 9253), Américo Birajara Barbosa Bicca (CRM 10267), Carlos Alberto dos Santos Zembrzuski (CRM 10290), José Henrique Fernandes Rosalino (CRM 11469), Roberto Henrique Guedes Farias (CRM 12343), Edgar Francisco Hruschka Filho (CRM 13001), Leonardo Bezerra (CRM 13100), Cecília Cardinale Lima de Melo (CRM 13526), Cláudia Simone Grossi Nocito (CRM 14140), Antônio Ferreira da Silva Filho (CRM 14616), Leandro Marcelino de Lima (CRM 14719), Kizi Mateus Kawano (CRM 14857), Renata da Silva Fontana (CRM 15099), Sebastião José da Rocha Neto (CRM 15402) e Antônio André Cortez Marques (CRM 16187).

One thought on “Exército brasileiro é processado por homofobia

  1. Sou paciente deste Hospital com devido prontuario n° 2009414 apos denunciar irregularidades e ações dos medicos irregulares ate do Direção do Hospital Militar de Area de Brasilia/DF o antiga HgeB fui surpreendido com ação de represaria dele ao abrir contra a minha pessoa devido inquerito policial militar presidido pelo Major Medico Militar o Senhor ITASSU DE ALMEIDA PORTO JUNIOR,mesmo tal procedimento não sendo aprovado pelo Conselho Regional de Medicina do DF(CRM/DF),tendo se manifestado contra ações administrativas militares de punição a pacientes ou denunciadores de erros medicos o CRM/DF,já determinou mais de uma vez que nesta situação o CRM/DF seria o orgão adequado a proceder as investigações de denuncia de irregularidades ou violação da etica medica ou do Codigo Etico dos Medicos isto não vem ocorrendo na verdade a direção deste Hospital Militar de Area de Brasilia busca a Justiça Militar e uma ação propria sem devida isenção quando o paciente pedi a suspensão do inquerito militar por falta de isenção como bem define o artigos -18 e 19 da Lei n° 9.784/99 o Hospital Militar de Area de Brasilia alega não ser regido pelas definições do novo Codigo Medico do Brasil então fica demonstrado o grande abuso e a falta de respeito ao CRM/DF e ao CFM do Brasil pois os medicos militares não podem agir contra os seus pacientes quando eles fazem denuncias a respeito dos mesmo na Ouvidoria do Hospital HgeB ou na sua direção as denuncias acho eu devem ser informadas ao CRM/DF e não a Justica Militar ou seja STM.

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