Estados devem combater manifestações racistas em eventos esportivos, recomenda especialista da ONU

Os Estados devem se antecipar aos sinais de racismo que podem, eventualmente, originar graves violações dos direitos humanos em grandes eventos esportivos. A recomendação foi feita na terça-feira, 03, pelo Relator Especial sobre Formas Contemporâneas de Racismo, Discriminação Social, Xenofobia e Intolerância, Mutuma Ruteere.

Em relato ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Ruteere abordou os riscos de envolvimento de grupos extremistas em eventos esportivos. “Símbolos neonazistas, slogans e banners posicionados em partidas de futebol assim como músicas contra jogadores de origem africana não devem ser tolerados”, afirmou. Ele mencionou incidentes recentes de violência e racismo durante o campeonato da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), como evidências de que o racismo no esporte é um sério problema.

“Peço que os Estados intensifiquem a luta contra o racismo e fortaleçam o papel dos esportes na promoção da diversidade cultural”, disse Ruteere. “Em particular, às véspera das próximas olimpíadas é crucial que mais medidas preventivas sejam tomadas para evitar esse tipo de incidente durante o evento que alcançará o mundo inteiro”.

O Relator Especial também alertou sobre a retórica incendiária de partidos políticos no contexto da atual crise econômica. “Grupos vulneráveis foram feitos de bodes expiatórios do aumento do desemprego e da dívida do Estado e rotulados como ameaça para o padrão de vida da população em geral pelos partidos políticos extremistas”, disse. Para ele, hoje são maiores os desafios de combate ao extremismo político.

Fonte: ONU

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