Espetáculo centrado no conceito da teoria queer será encenado no Porto Alegre em Cena

Já estamos na 17ª edição do porto Alergre em Cena e, como sempre, contamos com espetáculos que abordam questões de sexualidade e gênero no Festival. Desta vez o destaque é para o espetáculo “Sissy“, da França, que será encenado nos dias 19 e 20 de setembro, às 23h, na Sala Álvaro Moreyra.
O diretor Nando Messias investiga através da teoria queer, conceitos de formação corporal de gênero, violência física, abuso verbal e ocupação de espaço urbano. O foco principal do espetáculo está centrado no conceito de “sissiografia” do corpo, criado por Messias em seu doutorado prático na Central School of Speech and Drama, University of London. Em outras palavras, Sissy! descreve o processo de escrita do conceito “sissy” (o que equivaleria em português à expressões como “bicha” ou “veado”) no corpo do performer.

O processo dramatúrgico de Sissy! se desenvolve a partir de um paralelo comparativo que se estabelece entre os corpos dos dois performers em cena. Biño Sauitzvy, que também assina a direção, representa o lado masculino: o boxeador. Nando Messias apresenta a versão feminina, mas que não é somente feminina, mas ‘ultra-feminina.’

Direção: Biño Sauitzvy / Elenco: Biño Sauitzvy e Nando Messias / Figurino: Collectif des Yeux / Iluminação: Claudia de Bem / Produção: Claudia de Bem e Collectif des Yeux / Duração: 1h / Classificação: 16 anos

Fiquem atentos, porque os ingressos começam a ser vendidos a partir do dia 29 de agosto, na Usina do Gasômetro (Av. João Goulart, 551)

Mas há muito mais para ser visto.

Carícias – PE

Dias 09,10 e 11 de setembro, às 23h – Sala Álvaro Moreyra

A montagem propõe uma viagem através dos relacionamentos do homem urbano contemporâneo ao revelar situações limites das relações afetivas e comunicação humana. O texto do dramaturgo catalão Sergi Belbel tem como cenário o cotidiano de uma grande metrópole, onde, em onze cenas, personagens vivenciam, através de um grande jogo, momentos de conflito e união. Sempre com dois personagens em cena, a peça tem uma estrutura circular onde um personagem do primeiro quadro dialoga com o personagem do quadro seguinte. A cada cena, as palavras e os gestos mostram o vazio da comunicação, a frustração decorrente da fragmentação das relações afetivas (familiares ou não), momentos de esperança e tímidas manifestações de amor.

Texto: Sergi Belbel / Tradução: Christiane Jathay / Direção: Leo Falcão / Assistência de direção e Preparação de elenco: Karina Falcão / Preparação de corpo: Arnaldo Siqueira / Preparação de voz: Leila Freitas / Elenco: Ana Claudia Wanguestel, Carlos Lira, Cira Ramos, Marcelino Dias, Paula de Renor e Rodrigo García / Figurino: Chris Garrido / Cenário e Direção de arte: Walther Holmes / Iluminação: Beto Trindade/ Produção musical: Fernando Lobo / Produção: Remo Produções Artísticas (Carlos Lira, Cira Ramos, Marcelino Dias e Paula de Renor) / Duração: 1h15min / Classificação: 16 anos

Lonesome Cowboy – Suiça
Dias 11,12 e 13 de setembro, às 21h – Teatro do Bourbon Country

O homem e seu incessante desejo de dominar. O homem e seu senso de ser parte de um time. O homem e sua necessidade de se arriscar, de se confrontar, de pertencer a um grupo. Philippe Saire, coreógrafo internacionalmente aclamado, fundador da Compagnie Philippe Saire, em 1986, usa uma poderosa dança para dar corpo a essas imagens. Nesse espetáculo, vemos a linguagem corporal expressa por dançarinos cuja generosidade alcança a exaustão. Um espetáculo viril em que a sensualidade masculina é explorada e exploradora. Como um todo, sentimos a força do homem dominar a cena e, então, descobre-se o olhar masculino a partir de pontos de vista não fáceis de ser utilizados, mas reconhecíveis.

Coreografia: Philippe Saire / Direção de arte: Philippe Weissbrodt / Direção de som: Jérémie Conne / Direção de palco: Dominique Dardant e Yann Serez / Dançarinos: Philippe Chosson, Pablo Esbert Lilienfeld, Matthieu Guénégou, Mickaël Henrotay Delaunay e Richard Kaboré / Figurino: Isa Boucharlat / Cenário: Sylvie Kleiber / Iluminação: Laurent Junod / Trilha sonora: Christophe Bollondi / Administração: Didier Michel / Produção: Muriel Imbach / Realização: Claude Champion / Parceiros: Tennis-Club Lausanne e Ville de Lausanne, Etat de Vaud, Pro Helvetia – Swiss Arts Council, Loterie Romande / Duração: 1h / Classificação: 16 anos.

Reglas, usos y costumbres en la sociedad moderna – Espanha

Dias 20,21 e 22 de setembro, às 22h – Teatro do Museu do Trabalho

Jean-Luc Lagarce (1957-1995) é o dramaturgo contemporâneo mais representado na França e um dos que tem maior projeção mundial. Nesse espetáculo, há uma visão irônica do “Manual de Boas Maneiras”, da Baronesa Blanche Staffe, que não diz apenas sobre regras de comportamentos em cerimoniais, mas sobre toda a conduta social. Infere, assim, sobre a vida ocidental, a contemporaneidade, as contradições, as normas e intransigências. A sociedade morta vê a vida viva e o público tem como divertimento o sorriso sobre suas próprias ações.

De: Jean Luc Lagarce / Tradução: Fernando Gomez Grandes / Adaptação: Ernesto Calvo / Direção: Ernesto Calvo / Elenco: Gerardo Begérez / Figurino: Mario Perez Tapanes / Iluminação: Javier Garcia / Duração: 1h / Classificação: 16 anos

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