Encerra amanhã evento que discute ações contra a aids nas áreas indígenas

Oficina como ampliar medidas de prevenção, diagnóstico e assistência a pessoas com DSTs, aids e hepatite, envolvendo estados e municípios que possuem população indígena encerra nesta quinta-feira, 26 de abril, em Belém do Pará.

O fortalecimento das ações de prevenção e controle das DST, aids e hepatites na população indígena foi o tema principal da 1ª Oficina Macrorregional de Avaliação e Planejamento para reorganização das redes de atenção para povos indígenas.

O evento, que começou na última segunda-feira, 23 de abril, em Belém (PA), é promovido pelas Secretarias de Vigilância em Saúde e Especial de Saúde Indígena, ambas do Ministério da Saúde, e reúne mais de 70 participantes, entre profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Guamá-Tocantins, Kaiapó do Pará, Altamira, Tapajós, Amapá/Norte do Pará e Tocantins e Casas de Saúde Indígena (CASAI) desses DSEI e lideranças indígenas. Participam, ainda, representantes das Secretarias Estaduais de Saúde do Pará, Amapá e Tocantins, secretarias de saúde de municípios desses estados que possuem população indígena na sua jurisdição, além de representantes dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública e Laboratórios de Fronteiras.

Durante o evento, os profissionais discutiram como ampliar as ações de prevenção, diagnóstico, assistência, promoção à saúde e vigilância epidemiológica das DST, aids e hepatites virais para cada um dos 34 DSEIs do país. O objetivo desta atividade foi ampliar a articulação da rede de saúde indígena com a rede já instalada dos Estados e de Municípios.

De acordo com o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves de Souza, a oficina faz parte de uma série de iniciativas relacionadas à promoção à saúde desses povos. “Os índios são mais vulneráveis às DST, ao HIV/aids e às hepatites virais do que outras populações, em função da alimentação compartilhada, de alguns rituais, poligamia, iniciação sexual precoce, contatos interétnicos com garimpeiros, entre outros”, destacou.

Dados do Ministério da Saúde apontam um crescimento, em dez anos, de 1.284% dos casos de aids nessa população. Enquanto no ano 2000 foram registrados 63 casos, em 2010, o número de casos acumulados saltou para 872. “O aumento pode estar relacionado à ampliação do acesso ao diagnóstico e também ao relacionamento maior de índios com não índios de forma desprotegida, além das questões culturais”, destacou o secretário.

Além dessa oficina em Belém, serão realizadas outras duas. A próxima oficina será no final de maio, em Campo Grande, e vai reunir os DSEIs Xingu, Araguaia, Cuiabá, Kaiapó do Mato Grosso, Xavante e Mato Grosso do Sul. A outra será no final de junho, em Manaus, local com a maior população indígena do país, e vai reunir os DSEIs Alto Rio Solimões, Alto Rio Negro, Vale do Javari, Médio Solimões, Médio Purus, Manaus, Parintins, Leste Roraima e Yanomami.

Da Redação


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