Criação de empregos formais cai 44,5% em maio, para 139 mil vagas

A criação de empregos formais recuou 44,5% em maio deste ano, quando foram abertas 139.679 vagas com carteira assinada, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quinta-feira, 21 de junho, pelo Ministério do Trabalho.

Em maio do ano passado, ainda de acordo com números oficiais, foram abertas 252.067 vagas de emprego formais. Este foi, também, do pior resultado para meses de maio desde 2009 (+131.557 empregos com carteira assinada). Em maio de 2010, foram criados 298 mil empregos – recorde para este mês.

Acumulado do ano

No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, foram criadas 877.909 vagas formais de emprego. Isso representa uma queda de cerca de 25% frente ao mesmo período do ano passado – quando foram abertas aproximadamente 1,17 milhão de vagas.

Trata-se, também, do pior resultado para o período de janeiro a maio desde 2009, quando foram abertas cerca de 180 mil vagas abertas. O recorde histórico para o período permanece sendo o ano de 2010, quando, de janeiro a maio, foram criados mais de 1,38 milhão de empregos.

Crise financeira

A queda no número de empregos formais criados, tanto em maio quanto no acumulado deste ano, acontece em meio à nova etapa da crise financeira internacional – que teve início em setembro de 2008 com o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers.

Para combater a desaceleração da economia brasileira, que vem sendo registrada por conta do fraco ritmo de crescimento ao redor do mundo, a equipe econômica anunciou, nos últimos meses, uma série de medidas.

Além de o Banco Central estar baixando os juros desde agosto do ano passado, o governo também reduziu o IPI para a linha branca (máquinas, fogões e geladeiras), para automóveis, desonerou a folha de pagamento de alguns setores, liberou crédito para as empresas e para os estados do país com juros mais baixos, baixou o nível do compulsório (recursos que têm de ser mantidos pelos bancos no BC) e também reduziu a alíquota do IOF para empréstimos de pessoas físicas.

Setores da economia

Os dados do Ministério do Trabalho mostram que os que mais contribuíram para a geração de vagas com carteira assinada em maio deste ano foram: agricultura (+46.261 postos), Serviços (+44.587 postos), Indústria de Transformação (+20.299 postos), Construção Civil (+14.886 postos) e Comércio (+9.749 postos).

“O bom dinamismo do setor agrícola está associado, em grande parte, às atividades vinculadas à presença de fatores sazonais na região Sudeste, relacionadas, principalmente, ao cultivo de Café (+25.995 postos) e de Cana de Açúcar (+12.250 postos)”, informou o governo.

Fonte: G1

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