Casal gay consegue registrar filha gerada in vitro

Mailton Alves Albuquerque, 35 anos, e Wilson Alves Albuquerque, 40, converteram a sua união estável em casamento civil no dia 24 de agosto de 2011, em Pernambuco. Uma vitória que se somou ao registro da pequena Maria Tereza, filha do casal que foi gerada através de fertilização in vitro.

A criança, que recentemente completou um mês de vida, ganhou em sua certidão de nascimento o nome dos dois pais.

Para realizar o sonho de ter uma filha, o casal cedeu espermatozoides para serem fecundados em óvulos de um banco de doadoras. De acordo com a nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que trata da reprodução assistida, o útero de substituição deve ser de um parente de até segundo grau. Sendo assim, a prima de um deles aceitou conceber a criança.

“Nossas famílias sempre apoiaram nosso relacionamento. E quando contamos da nossa ideia, todas as mulheres da família se colocaram à disposição para ajudar a realizar nosso sonho: irmãs e primas. Mas terminou sendo uma prima minha. Agora, temos uma família completa” , declarou Mailton ao Jornal do Comércio, de Pernambuco.

Nesta segunda-feira, 5 de março, o casal foi recebido por Ana Maria Braga no programa “Mais Você”, da Globo. A atração exibiu uma matéria sobre a vida dos dois, que estão juntos há 15 anos.

Já no estúdio, a apresentadora começou a entrevista dizendo que pesquisas apontam que o preconceito contra os gays é o terceiro maior do país, ficando atrás apenas dos negros e pobres. Mailton disse que nunca teve problemas com a sua família, e que depois que se assumiu, sua vida melhorou.

O casal revelou ainda que queria preservar Maria Tereza, mas por conta da conquista do registro, resolveram abrir a história para o Brasil.

“A gente queria preservar a nossa filha. Porém, o juiz me pediu para ler a carta da promotoria do estado de Pernambuco. O Ministério traz uma carta para a nossa filha, Maria Tereza. Ela diz que Maria Tereza existe e é fruto de amor entre duas pessoas”, contou Mailton, que se emocionou com o documento.

“O promotor escreveu seis páginas para a nossa filha e a carta dele emocionou o juiz. Com uma decisão dessa a gente tinha que dar a cara ao Brasil”, diz o pai.

“É muito mais do que amor, o sentimento não está no dicionário. Quando aquela coisinha veio ao mundo e começou a chorar, o Mailton a pegou no colo e ela se acalmou”, relembra Wilson. Para assistir a entrevista, clique AQUI.

Fonte: A Capa

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