Campanha em ônibus questiona a existência de Deus

Nesta semana uma polêmica foi causada em Porto Alegre e Salvador: uma campanha publicitária que questiona a existência de Deus. As leis municipais foram evocadas em Porto Alegre e Salvador e as empresas de ônibus negaram-se a veicular as campanhas. A campanha é uma iniciativa da Atea – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos.

Em uma das peças está a foto de Hitler e Charles Chaplin lado a lado, juntamente com os dizeres “Religião não define caráter”. Em outra está escrito “A fé não dá respostas. Ela só impede perguntas”.

A campanha inicialmente estava prevista para um mês de veiculação. A campanha começou no Reino Unido em 2009 e se espalhou por outros países, com resultados distintos.

Nos EUA e na Espanha, a iniciativa deu certo, provocando a esperada polêmica. Na Itália, a veiculação foi proibida. Na Austrália, a companhia responsável por anúncios em ônibus se recusou a exibi-los.

Algo parecido aconteceu em São Paulo. Depois que conheceu o conteúdo dos anúncios, já após a assinatura do contrato, a empresa que os veicularia se negou a fazê-lo, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. A Atea avalia a possibilidade de uma ação judicial.

Metade dos cerca de R$ 10 mil utilizados na campanha brasileira vem de pequenas doações e de recursos da própria instituição. A outra metade vem de um único doador paulista que prefere permanecer anônimo.

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