Britânica se descobre intersexual aos 28 anos

Após trocar de gênero três vezes durante seus 28 anos, Adeleh Deane descobriu, com a ajuda de especialistas, que era intersexual. Antes disso, Adeleh pensava que era transexual. Nascida na década de 1970, Adeleh foi criada como um menino, mas se sentia uma menina desde os três anos. “Era bem óbvio que eu era uma menina, só que em um embrulho de menino. Costumavam me chamar de gay o tempo todo e eu sofri muito bullying”, lembra.

Adeleh Deane descobriu aos 28 anos ser intersexual. Reprodução: Daily Mail

Na adolescência, depois de consultas em uma clínica especializada, ela passou a viver como uma mulher, mas sem passar por nenhuma cirurgia. Anos depois, já maior de idade, voltou a viver como um homem.

Depois de descobrir que tinha características dos dois sexos, aos 28 anos, Adeleh decidiu fazer uma cirurgia para se tornar uma mulher de vez. Foi para a Tailândia e se submeteu a várias operações até ter o corpo que queria. Em uma delas, chegou a ter complicações, mas conseguiu se tratar assim que voltou para o Reino Unido.

Intersexualidade

É um termo utilizado para designar pessoas nascidas com genitália e/ou características sexuais secundárias que fogem dos padrões socialmente determinados para os sexos masculino ou feminino, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais, ou um predominando sobre o outro. No entanto, a ambiguidade física das pessoas intersexo pode não se ficar pelo aspecto visual dos genitais. Pode incluir outras características do dimorfismo sexual como aspecto da face, voz, membros e forma de outras partes do corpo e também presença de caracteres a mais como terceiro e quarto mamilo. Bem como comportamento.

Na medicina há a diferenciação entre intersexual falso e verdadeiro. A verdadeira intersexualidade (que é uma condição muito rara) é quando os dois órgãos sexuais são igualmente bem desenvolvidos, produzindo hormônios sexuais masculinos e femininos. Já na falsa intersexualidade, um dos órgãos tem maior grau de desenvolvimento sobre o outro, sendo predominante. Estas classificações, no entanto, correspondem a uma definição muito restrita e simplesmente estética da intersexualidade.

Cada vez mais pessoas e famílias optam por manter a condição de nascença e não se submetem aos padrões binários rígidos da sociedade. No entanto, esta afirmação da condição intersexual como mais uma condição sexual normal na nossa sociedade encontra ainda a oposição, nomeadamente de muitos médicos, que tentam convencer as famílias da necessidade de operarem os seus bebês intersexo, sem lhes fornecerem informação completa sobre as vidas intersexuais hoje.

O tratamento requer a escolha do indivíduo intersexual. A palavra intersexual é preferível ao termo hermafrodita, já bastante estigmatizado, precisamente porque hermafrodita abarcava apenas a questão dos genitais visíveis. Os intersexuais são tidos como transgêneros.

Fonte: Daily Mail

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