Bienal do Mercosul mostra a cidade sob outro ponto de vista

Quem circula pelo Centro Histórico da Capital já percebeu uma movimentação diferente nos últimos dias. Andaimes cobrem a fachada da Prefeitura Municipal e a chaminé da Usina do Gasômetro para a montagem das obras de arte que fazem parte da 8ª Bienal do Mercosul, na mostra Cidade Não Vista. Nesta sexta-feira, 9 de setembro, às 18h30, o prefeito José Fortunati participa da solenidade de abertura da Bienal. O evento será realizado no Cais do Porto (Av. Mauá,1050).

Na prefeitura, o artista japonês Tatzu Nishi vai criar um quarto de dormir, incorporando elementos da fachada do edifício. O ambiente poderá ser visitado a partir deste sábado, 10. Tatzu Nishi é mundialmente conhecido por estabelecer uma relação entre público e o privado em suas instalações. A partir de andaimes e estruturas provisórias de construção, que permitem que o público tenha acesso aos monumentos sob outro ponto de vista, o artista produz salas de estar mobiliadas e quartos de hotel, em que fragmentos de monumentos públicos tornam-se partes do mobiliário doméstico.

Na chaminé da Usina, a obra que está em montagem é a de Oswaldo Maciá, onde quatro caixas de som instaladas a cada 20 metros dentro da chaminé reproduzem uma “sinfonia de bigornas” que tocam o “martinete”, um ritmo tradicional dos ciganos de Granada/Espanha.

O trabalho de Oswaldo Maciá põe em xeque nossas certezas. A partir do som, sua obra rompe com o objetivismo e valoriza as ambiguidades da percepção. Ao longo de seu percurso, Maciá construiu vídeos, instalações e esculturas sonoras e olfativas que nos fazem perceber o ambiente com mais acuidade e atenção.

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