Bienal de Curitiba será realizada em setembro

Curitiba irá promover entre os dias 18 de setembro a 20 de novembro a 6ª Vento Sul – Bienal de Curitiba. A mostra irá reunir obras de artistas contemporâneos de países de cinco continentes, em torno do tema Além da crise.

A programação geral inclui projeto educativo, palestras, mesas-redondas, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances e interferências urbanas, ocupando os principais espaços culturais de Curitiba.

Para os curadores da Bienal, os críticos de arte Alfons Hug (Bienal do Fim do Mundo) e Ticio Escobar (Bienal de Valência), o tema deve acionar a reflexão sobre a arte contemporânea, bem como instigar a produção poética dos artistas envolvidos.

“A arte atua tanto aquém, quanto além da crise. Aquém, porque se refere formal e conceitualmente a ela, e até mesmo porque é por ela afetada; além, porque aponta para acolá da crise e oferece alternativas à sociedade. O termo ‘além da’ não significa exatamente ‘depois da’, mas quer dizer que aponta para um lugar intermediário, um desdobramento ou um terceiro lugar de onde se pode ver a crise de dentro/fora”, explicam.

As possibilidades “além da crise” serão o cerne da programação da Bienal, construída a partir de exposições, interferências urbanas, performances, cursos, oficinas, residências artísticas, mesas redondas, palestras e mostras de filmes.

Com a intenção de vencer as barreiras geográficas, a Bienal também realizará atividades em outras cidades brasileiras. Brasília (DF), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belo Horizonte (MG), Londrina (PR), Cascavel (PR) e Florianópolis (SC) fazem parte do circuito Vento Sul.

“Não se espera que os artistas convidados ofereçam receitas para enfrentar a crise, nem tratem de expressar seus dramas, senão que propagem opções de visão: as posições que assumem diante da crise supõem esforços imaginativos capazes de abrir perspectivas e horizontes diferentes. A arte consiste, justamente, em um dos principais dispositivos com o que conta a cultura contemporânea para por em questão os próprios enunciados, renovar seus valores e seus códigos e impedir que se adormeça a percepção coletiva em torno de um conceito fixo do social”, dizem os curadores.

Da redação

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