Ator pornô acusado de esquartejar estudante chinês é preso em Berlim

O ator pornô canadense Luka Rocco Magnotta, suspeito de ter matado com um picador de gelo e de ter desmembrado o corpo de um estudante chinês em Montreal, no Canadá, foi preso nesta segunda-feira, 04 de junho, em um cybercafé em Berlim, na Alemanha, segundo a polícia.

Um porta-voz policial confirmou a informação divulgada um pouco antes pelo jornal alemão “Bild”.

O detido é suspeito de ter matado e esquartejado Jun Lin e de ter divulgado um vídeo que mostra o crime na internet.

Fuga para a Europa

Segundo os investigadores canadenses, Magnotta teria embarcado em um avião em Montreal com destino à França no dia 26 de maio. “Depois do aeroporto, nós recebemos informações que vamos manter para nós no momento”, havia afirmado na sexta-feira Ian Lafrenière, porta-voz da Polícia de Montreal.

O ator pornô Luka Rocco Magnotta em foto divulgada pela polícia (Foto: Reuters)

Nesse mesmo dia, a polícia francesa havia afirmado não ter “certeza alguma quanto a sua presença na França”.

Ator de filmes pornográficos canadenses, Luka, nascido em Toronto, conhecido também pelos nomes de Eric Clinton Newman e Vladimir Romanov, é acusado de assassinato premeditado e de violação de cadáver.

Ele usa perucas e pode se disfarçar de mulher. Muito ativo nas redes sociais, ele teria aderido a teses de supremacia da raça branca.

“Gosto de sangue”

Suas fotos e até a sua voz foram amplamente difundidas pela imprensa canadense, que recuperou parte de uma entrevista concedida em dezembro passado a um jornalista do tabloide britânico “Sun”, Alex West, que investigava um vídeo em que um homem dava um gato vivo a uma cobra que se preparava para devorá-lo.

O jornalista informou que, dois dias após o seu encontro, o jornal recebeu uma mensagem eletrônica anunciando que seu interlocutor pretendia produzir um filme “onde seria possível ver seres humanos, e não gatos”, acrescentando que “depois de matar e sentir o gosto do sangue, é impossível parar”.

Entrevistada pela rede de televisão pública canadense CBC, a transexual Nina Arsenault, que afirma ter tido um relacionamento com Magnotta, o descreveu como “manipulador, mentiroso, irascível e, frequentemente, autodestrutivo”.

Sua vítima é o estudante chinês Jun Lin, de 32 anos, oriundo de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, que tinha chegado a Québec em julho passado para estudar na universidade anglófona de Concordia, segundo a polícia de Montreal. “Tudo nos leva a crer que essas pessoas se conheciam”, disse Lafrenière.

A Interpol emitiu uma ordem de captura internacional contra Magnotta depois de um pé humano ter sido enviado à sede do Partido Conservador do Canadá na terça-feira. Horas depois, uma mão foi encontrada em um posto dos correios de Ottawa, e um tronco foi achado dentro de uma maleta em uma lixeira de Montreal.

A polícia canadense acredita que o crime ocorreu na noite entre 24 e 25 de maio, e que Magnotta é culpado.

Fonte: G1

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