Na véspera da Marcha da Maconha, Curitiba tem marcha antidrogas

Foto: Rogeer Pereira/Especial para Terra

Cerca de 2 mil pessoas foram às ruas de Curitiba no início da tarde desta sexta-feira para uma manifestação contra a maconha. Inicialmente parte da programação oficial da Semana Antidrogas, promovida pela prefeitura do município, a caminhada acabou transformando-se em uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal, que liberou na quarta-feira a realização de marchas que pedem a descriminalização da maconha.

Com a participação de secretários municipais, vereadores, lideranças políticas e religiosas, os manifestantes concentraram-se nas escadarias do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade, e caminharam pelo calçadão da rua XV de Novembro até a Boca Maldita. O trecho é um tradicional ponto de manifestações populares no centro da capital paranaense, exatamente o mesmo trajeto da marcha da maconha programada para sábado em Curitiba.

Com o tema “Loucos pela Vida! Drogas tô fora”, a semana prevê, ainda, a realização de uma audiência pública, ciclo de palestras e competições esportivas na tarde desta sexta-feira. “A caminhada não tinha nenhuma relação com a marcha da maconha, mas, com os acontecimentos desta semana, as pessoas acabaram vindo aqui, hoje, para dar uma resposta ao STF e dizer que são contrárias à marcha, por fazer apologia e por expor nossos jovens e crianças às drogas”, disse o vereador Tico Kuzma (PSB).

Durante a concentração, integrantes da ONG Projeto Vida fizeram uma encenação sobre o uso de drogas. “O nosso objetivo é fazer um trabalho preventivo para alertar a população contra os malefícios causados pelas drogas”, diz Eduardo Carvalho, um dos coordenadores do projeto, que atua em todo o País.

“A população está mobilizada na luta contra as drogas. Somente através da informação conseguiremos evitar que nossas famílias sejam contaminadas. Toda comunidade está convidada a participar da Semana Antidrogas”, disse o secretário municipal Antidrogas, Hamilton Klein. Ex-ocupante da pasta de Klein, o deputado federal e ex-delegado da Polícia Federal Fernando Francischini (PSDB) era um dos mais envolvidos na caminhada. “A maconha é a abertura do mundo das drogas para nossos adolescentes, que começam por essa substância menos perigosa e chegam às drogas que matam”, disse ele.

“Os pais têm direito de educar seus filhos da maneira que entendem ser a melhor, tratando cada tema no momento certo. Não são obrigados a por estarem passando pelo centro da cidade, terem suas crianças expostas ao debate sobre as drogas”, acrescentou. Francischini apresentou, durante a caminhada, uma pesquisa encomendada por ele ao Instituto Parana Pesquisas, que apontou que 76% dos curitibanos são contra a legalização da maconha.

Fonte: Terra

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