Lésbicas agredidas no McDonald’s em São Paulo

Foto: Arquivo pessoal.

Foram identificados dois homens e uma mulher como autores de uma agressão a um casal de lésbicas dentro de uma lanchonete da rede McDonald’s, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira (10), negaram em depoimento à Polícia Civil terem sido motivados por homofobia. Segundo os acusados a agressão ocorreu após terem discutido com o casal na fila.

Segundo o delegado Gilson Campinas, titular do 1º Distrito Policial da cidade, “as versões são algo que precisam ser confirmados com os funcionários do McDonald’s”, nesta quinta-feira (13). As duas partes confirmam que houve agressão, mas por haver duas versões é provável que os acusados respondam pelo menos por lesão corporal. “Estamos checando. Independente de qualquer coisa, o fato de um homem agredir uma mulher é aviltante. Se houve outra conotação, isso a gente ainda vai ver”, explicou o delegado.

Uma das vítimas, Patrícia, relata que a agressão não começou na fila, como afirmam os acusados. Ela diz que já estava sentada, com a outra vítima, quando começou a agressão, quem deu início, segundo Patrícia, foi a mulher do grupo. Em seguida os homens teriam começado a chutá-las gritando xingamentos como “sapatão”,

“Levei um murro e desmaiei. Acordei enquanto ainda apanhava e desmaiei de novo”, relembra a vítima.

A Polícia Civil chegou a ir até a lanchonete logo após as agressões, mas encontrou o lugar limpo e organizado, o que compromete a perícia. Em nota, o McDonald’s afirmou que “repudia qualquer atitude dessa natureza e colaborou com as autoridades na disponibilização de detalhes sobre o fato”.

Com informações G1.

One thought on “Lésbicas agredidas no McDonald’s em São Paulo

  1. Pena que não há pena de morte no Código Penal do Brasil!

    Leio e não consigo acreditar nos passos de tartaruga com a patinha quebrada a (falta) de atenção que a Polícia Civil dá a esse caso. Simples: cadê o circuito interno da lanchonete? a polícia pode tudo – dentro da lei – obter provas contundentes contra esses criminosos, sei que elas precisam ganhar as testemunhas – o que é mais difícil – mas o estado físico que elas se encontram, nenhuma discussão pode levar a esse tipo de agressão a ponto da vítima desmaiar

    Essa passividade da justiça é lamentável!

    Ratifico o meu pedido: Patrícia, não desista!

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