Casal de mulheres é salvo por pratos em deslizamento no ABC paulista

Um deslizamento quase acabou em tragédia, poderia ter causado a morte de um casal e seu filho em São Paulo após forte temporal, não fosse o barulho de pratos caindo da estante, é o que anuncia a reportagem do site G1. No entanto o que nos chamou atenção foi o fato de esse casal ser formado por D. Maria de Fátima da Silva e sua namorada Flávia Ponce. A notícia foi divulgada de forma clara e esclarecedora, sem termos técnicos para mascarar a homossexuliadade das vítimas, o que demonstra um grande avanço. Ficamos surpresos e felizes ao vermos notícia sendo feita sem preconceitos. Você pode ler a reportagem na íntegra abaixo. Parabéns aos envolvidos nessa matéria.

Por Paulo Toledo Piza

Reprodução.
Do G1 SP

Os pratos que ficavam em um armário da cozinha da dona de casa Maria de Fátima da Silva, de 44 anos, salvaram a vida da mulher, de sua namorada, a auxiliar de montagem Flávia Ponce, de 27 anos, e do filho delas, de 14 anos. O trio dormia na madrugada desta terça-feira (11) quando o temporal que atingiu a região metropolitana de São Paulo fez com que um barranco atrás do imóvel, que fica no Jardim Zaira, em Mauá, no ABC, desmoronasse.

“O muro que dava para a cozinha caiu e levou o armário junto. Foi o barulho dos pratos quebrando que nos acordou”, contou Flávia. As mulheres e o adolescente correram para fora de casa a tempo de ver parte da encosta soterrar ainda mais parte do imóvel. “Se não fossem os pratos, a gente estaria lá embaixo”, disse Maria de Fátima.

Três casas foram destruídas na hora, segundo a Defesa Civil do município. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Paulo dos Santos, de 16 anos, e Marcos Antonio Tegon, de 56, morreram soterrados. O corpo do adolescente foi encontrado durante a madrugada e o do homem, no início da tarde. Em outro acidente semelhante, Jairo Garcia, de 42, morreu em outro bairro de Mauá.

Impressionadas com o desmoronamento, Maria de Fátima afirmou que não quer voltar para essa casa. “Quero que a prefeitura derrube e não permita que ninguém mais more aqui. Ninguém merece passar pelo que a gente está passando.” A fachada e alguns cômodos do imóvel ficaram inteiros.

O casal e o filho devem ficar na casa de parentes, na própria cidade. Tão logo a Defesa Civil liberar a região, elas pretendem retirar os móveis e se mudar para outra casa, em uma área longe de encostas e barrancos. Por volta das 15h40, equipes da prefeitura vistoriavam as residências próximas ao local do acidente. Não havia um balanço com o número de interdições até o horário.

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