Ministério da Saúde faz exames para detectar hepatites em índios

O Ministério da Saúde e o Instituto de Medicina Tropical do Amazonas iniciaram ontem, 3 de outubro, o segundo manejo clínico envolvendo indígenas portadores de hepatites virais atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari – localizado no município de Atalaia do Norte, extremo norte do estado do Amazonas. Esta é a segunda ação do ano, para identificação e tratamento de hepatites, realizada em aldeias do Vale do Javari, uma região de difícil acesso na fronteira com o Peru.

No jargão técnico dos profissionais de saúde, manejo clínico consiste na realização de exames para identificar o estágio da doença e definir o tipo de tratamento que cada paciente irá receber. Até 11 de outubro, 80 indígenas residentes no Médio Rio Javari serão deslocados de suas aldeias até a Casa de Apoio de Tabatinga (AM). Lá os indígenas serão submetidos a exames laboratoriais para identificação de hepatites virais, além de teste rápido para HIV e sífilis, exame de malária e exames clínicos de rotina. Os exames laboratoriais serão realizados em conjunto com o Hospital de Guarnição de Tabatinga e com o Laboratório de Fronteira do Amazonas.

TRATAMENTO -A Casa de Apoio de Tabatinga, mantida pela Secretária Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, é o local de acolhimento para o tratamento dos indígenas portadores de hepatites virais, Os indígenas vêm de suas aldeias para serem tratados e acompanhados por profissionais de saúde. Dependendo de cada caso, o tempo de duração do tratamento pode chegar a um ano. A Casa de Apoio de Tabatinga conta com equipe de atendimento formada por um médico, uma nutricionista, três enfermeiras, dois bioquímicos, um técnico em patologia clínica, seis técnicos de enfermagem, dois agentes de endemias e um microscopista, além da equipe de apoio do DSEI.

Também nesta ação, os indígenas identificados como portadores de hepatites durante a primeira etapa do manejo clínico serão reavaliados a fim de verificar a evolução do tratamento e identificar os indígenas que já podem receber alta e retornar para suas aldeias de origem. Em maio, a Sesai e o Instituto de Medicina Tropical do Amazonas realizaram a primeira etapa do manejo com 125 índios das etnias Matis, Mayoruna e Marubo.

Vale ressaltar que os indígenas a serem submetidos ao manejo clínico já participaram anteriormente de triagem sorológica nas aldeias e alguns foram identificados como suspeitos de ser portadores de hepatites B e D. Com a realização desse tipo de ação, a Sesai espera reduzir a incidência das hepatites virais em indígenas do DSEI Vale do Javari. O Distrito, que a base regional de atenção básica à população indígena, responde pelo atendimento de 4.915 índios.

Fonte: Ministério da Saúde

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