Contra a gripe A, Estado recomenda prescrição de antiviral para portadores de doenças crônicas

O comitê de enfrentamento da influenza A (H1N1) do Estado definiu como estratégia de combate à doença orientar os médicos dos municípios gaúchos a prescrever remédio antiviral a todo paciente com quadro de falta de ar (síndrome respiratória aguda) e a portadores de doenças crônicas ou de grupos de risco para a doença — que apresentarem sintomas de gripe, como febre e tosse.

A orientação foi definida nesta segunda-feira, 13 de junho, depois que foram registradas duas mortes por gripe suína em municípios gaúchos. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, o uso do antiviral é a maneira mais eficaz de conter o avanço da doença. Além das duas mortes, já foram confirmados cinco casos e identificados 134 casos suspeitos.

Também nesta segunda, o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, garantiu a chegada de mais 100 mil doses da vacina contra a doença entre hoje e amanhã.

— Ainda não temos números para medir, mas há a percepção dos profissionais que estão nas salas de vacina de que a procura cresceu — confirma o coordenador-geral da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Anderson Araújo de Lima.

Mesmo com o término da campanha de vacinação, em 27 de maio, aproximadamente 350 mil doses ainda esperam para ser aplicadas em todo o Estado. Gestantes, crianças de seis meses a dois anos, idosos, indígenas e profissionais da saúde continuam sendo os principais alvos da imunização. Isto porque o reforço de mais 100 mil doses não possibilitará uma grande ampliação do grupo a ser vacinado.

— Estamos dando os passos para não errar, ainda não existe nenhum alarme. Vou na quarta-feira para Brasília discutir a possibilidade de ampliar a vacinação, porque não temos vacina para toda a população — explica o secretário.

Segundo Lima, da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, pacientes com doenças respiratórias crônicas com indicação médica já estão sendo vacinados na Capital. Se a Secretaria Estadual da Saúde (SES) conseguir mais vacinas com o Ministério da Saúde, essas pessoas poderão ser oficialmente incluídas no foco da imunização em todo o Estado
Fonte: Zero Hora

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