Para gay idoso é mais difícil sair do armário, aponta estudo

Um em cada três homossexuais com mais de 55 anos têm medo de sair do armário, por receio da reação da família e dos amigos. É o que mostra o estudo realizado com o intuito de identificar as experiências e necessidades desses cidadãos LGBT na Irlanda. As conclusões deste estudo vão ajudar a desenvolver políticas e melhorar os serviços para os LGBT acima de 55 anos na Irlanda.

O “Visible Lives” foi produzido pela “GLEN” (Gay and Lesbian Equality Network) e “Age and Opportunity”, uma organização que visa melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas.

O estudo teve a colaboração de 144 homossexuais com mais de 55 anos que responderam a um questionário on-line, além disso, 36 dos voluntários também foram submetidos a uma entrevista de maior profundidade. Os resultados mostram que embora a maioria tenha revelado sua orientação sexual, muitos temem ser totalmente visíveis. 28% escondem sua homossexualidade dos vizinhos, enquanto 10% escondem até mesmo de seus parentes mais próximos.

As entrevistas demonstram que aqueles que sairam do armário sentem que ganharam um maior grau de liberdade em suas vidas. No entanto, a reação de seus círculos de amigos e familiares são muito diversas, vão desde a plena aceitação a rejeição total. 26% dos entrevistados, devido a dificuldades que enfrentaram, foram forçados a se casarem com pessoas do sexo oposto e terem filhos.

Embora a maioria dos entrevistados (77%) disseram se sentir seguras ou muito seguras, uma em cada cinco evitam andar de mãos dadas com alguém do mesmo sexo por medo de represálias. 46% dos indivíduos pesquisados vivem sozinhos (em comparação com 15% na população heterossexual de mesma idade).

Se a vida de um cidadão LGBT já é difícil, por conta de toda a carga de preconceito, imaginem a de um cidadão LGBT idoso. A carga de preconceito é dobrada, e é encontrata mesmo nos meios LGBTs. Seria muito interessante que se fizessem um estudo parecido aqui no Brasil, tenho a impressão que os números seriam ainda mais trágicos.

Fonte: Nossos Tons

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