No combate ao câncer de próstata medo é vilão

Exame de toque retal

O dia de hoje, 17 de novembro é o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata e para alertar a população sobre o tema é bom desmistificar o preconceito que envolve o exame de toque e ao possível tratamento, que são os tabus que mais dificultam o diagnóstico da doença

Há dois anos e meio, o motorista Luiz Roberto Rocha, 52, foi ao mercado e encontrou um amigo participando de uma campanha de prevenção ao câncer de próstata. Na época, ele estava com 49 e, pouco “adepto” a médicos, consultas e remédios, nunca havia feito exames de rotina. “Eu nunca tive sintomas. Não sentia nada.”

O amigo era do Instituto Bauru de Saúde, órgão que promove o combate ao câncer de próstata e, inclusive, é pioneiro na campanha “Novembro Azul”, que intensifica a prevenção no mês, a exemplo da campanha “Outubro Rosa”, de prevenção ao câncer de mama.

Com o incentivo do grupo, Luiz resolveu fazer o exame. Deu positivo e ele descobriu, assim, sem querer, que tinha câncer de próstata. Por ter constatado a doença em fase inicial, ele se curou com uma só cirurgia. “Não precisei de rádio nem quimioterapia porque fiz o exame antes. Os sintomas só aparecem quando a doença já está avançada”, conta.

Agora, ele ajuda a divulgar a importância de se fazer o exame: “É preciso prevenir”.

Não ao preconceito/ O exemplo de Luiz serve de estímulo tanto ao instituto quanto aos demais homens acima de 45 anos – idade mais atingida pelo câncer. O preconceito quanto ao exame do toque e ao possível tratamento é o que dificulta o diagnóstico da doença e, assim, sua cura. “As pessoas tiram sarro, fazem piada e acham que a doença vai afetar a sexualidade”, conta Luiz.

Para a orientadora social do instituto, Elenice Simonetti, o combate ao preconceito é uma das principais ações do grupo. “Nós precisamos quebrar esse paradigma. Entre ficar com a doença e fazer o exame, o último é menos invasivo”, avisa.

Ela explica ainda que falta aos homens o incentivo que existe entre as mulheres. “Entre nós [mulheres], é comum ir ao ginecologista e realizar exames. Entre os homens, é pouco difundido”, conta. O instituto realiza a orientação do paciente quanto a realização de exames e possível tratamento da doença.

Da redação, com informações do Jornal Bom Dia, de Bauru, SP.

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