Escola substitui ensino religioso por ética; professora é transexual

A professora Marina Reidel

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, de Porto Alegre (RS), substituiu o ensino religioso, que é facultativo, por aulas de ética, cidadania e arte ministradas pela transexual Marina Reidel.

Marina é professora concursada – não pode, portanto, sem demitida, a não ser por uma falta grave. Ela ingressou no magistério com o nome de Mario, conforme ainda consta em seus documentos.
A extinção do ensino religioso na escola não é recente e tem a ver, em parte, com a decisão de Marina de assumir a transexualidade.

Em 2006, o então Mário, que estava na Rio de Janeiro havia 3 anos, se afastou uns tempos das aulas para fazer uma plástica e assumir sua nova identidade, enquanto a direção da escola preparava os alunos para entender a transformação do professor em professora.


“Eles [os alunos] estavam com uma expectativa muito grande”, disse Marina.
 Ela voltou às salas de aula com vestido e saltos altos. “Fui muito bem recebida”, afirmou. “Não tive nenhum problema com os estudantes nem com seus pais. Todos sabem que sou transexual e respeitam o meu trabalho”. 

Marina dá aulas para as turmas de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental. Ela é também mestranda em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em novembro do ano passado, recebeu da Global Alliance for LGBT Education o prêmio nacional “Educando para a Diversidade Sexual”.

A professora  afirmou que a maioria dos seus colegas não discute com os alunos a homofobia por acomodação ou falta de interesse.
 “Eles [os professores] afirmam que o tema não tem relação com a disciplina deles”, disse. “Mas eles precisam entender que se trata de algo que faz parte de nossa vida, está nos meios de comunicação, na internet. Bastaria que convidassem um especialista para levar a discussão aos estudantes.”


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *