Uma em cada 10 brasileiras já contraiu clamídia.

Levantamento feito com brasileiras de idades entre 15 e 24 anos, todas pacientes da rede pública de saúde, revelou que uma em cada 10 delas sofrem de uma doença sexualmente transmissível que não é tão conhecida como deveria, e que pode resultar em infertilidade e abortos: a clamídia. A enfermidade é ainda mais preocupante porque em 80% das mulheres e 50% dos homens não manifesta sintomas, o que aumenta a necessidade de prevenção.

O estudo foi feito em 2009 pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, de São Paulo, com 2.071 jovens de todas as regiões do Brasil, mas só teve os resultados divulgados agora. A clamídia é causada por uma bactéria.

“Se não for tratada, a doença pode desenvolver complicações, sobretudo nas mulheres, em quem é menos sintomática. O útero pode ser infectado, e as trompas obstruídas a tal ponto que a mulher as perde. Em pacientes grávidas, ela pode causar o aborto ou o parto prematuro”, diz o coordenador da pesquisa, Valdir Monteiro.

Além dos órgãos sexuais, a clamídia pode atingir a região anal e a faringe, além de ser responsável por doenças pulmonares. Quando manifesta sintomas, a doença causa principalmente secreções, dor ao urinar e aumento do número de micções.

“Para evitar a doença, a prevenção é fundamental, com o uso de camisinha. Além disso, quem tem vida sexual ativa com vários parceiros ou com parceiro que se relaciona com vários, deve ir ao médico regularmente e ficar especialmente atento as sintomas, por menores que eles possam parecer”, acrescenta Monteiro.

Dose única de antibiótico mata bactéria

Apesar de poder causar grandes complicações em mulheres e homens, o tratamento da clamídia é simples: ela é curada com uma dose única de antibiótico.

Além da clamídia, a pesquisa constatou uma presença grande de gonorreia: 4% dos pesquisados já foram atendidos através do SUS com a doença.

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