Milhares de pessoas compareceram

RIO – Cerca de 700 mil pessoas participaram da 16ª Parada de Orgulho LGBT, na Praia de Copacabana, na tarde deste domingo, 9 de outubro, segundo a Polícia Militar.

Já os organizadores do evento estimaram que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas formaram o público do evento, que neste ano reuniu 15 trios elétricos ao longo da orla. O tema foi “Somos Todos Iguais Perante a Paz – Toda Forma de Violência Deve Ser Crime”.

Foram montadas tendas de distribuição de preservativos e materiais informativos sobre cidadania e doenças sexualmente transmissíveis. Membros da Defensoria Pública do Estado do Rio prestaram assessoria jurídica aos participantes da parada. Esta foi a primeira vez que a instituição participou do evento.

O presidente do Grupo Arco-Íris, Júlio Moreira, discursou para os participantes da parada de um dos trios elétricos. Ele criticou o governo federal pela decisão de não distribuir às escolas públicas do país os chamados kits anti-homofobia. Os kits fariam parte do programa Escola Sem Homofobia e continham material didático-pedagógico direcionado aos professores. O objetivo era dar subsídios para que eles abordem temas relacionados à homossexualidade com alunos do ensino médio. Dizendo achar inadmissível a decisão do governo, Moreira pediu ao público em Copacabana que vaiasse o governo.

– Nosso núcleo é especializado nesse atendimento. Fazemos ações de reconhecimento de união estável, de redesignação de nome e sexo para travestis e transexuais, emitimos ofícios de gratuidade para elaboração de escritura de união estável e pedido de união estável homoafetiva em casamento – explicou.

A Guarda Municipal do Rio deslocou 291 guardas, sendo 50 de trânsito, para fazer o policiamento no evento. Os guardas atuaram no controle urbano, na fiscalização de posturas municipais, nas ruas, na areia da praia, nas barreiras de contenção de ambulantes e no controle. O atendimento da Defensoria Pública foi feito, em um ônibus, pelo Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual da Defensoria, criado há cinco meses e coordenado pela defensora pública Luciana da Mota Gomes de Souza.

Fonte: O Globo

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