Ideli Salvatti, nomeada ministra das Relações Institucionais, é aliada das questões LGBT

Ideli Salvatti. Foto divulgação.

Nem só de carolas e conservadoras a presidente Dilma Rousseff está cercada. Foi nomeada na última sexta-feira (10) para o ministério das Relações Institucionais a ex-senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que tem longo histórico de apoio às causas LGBT.

A nomeação de Salvatti pode ser interpretada como algo positivo no que diz respeito ao avanço das políticas no governo federal, visto que a ex-senadora irá ocupar o cargo que realiza a ponte com o Congresso Nacional.

A primeira senadora mulher pelo estado do Paraná
A nova ministra das Relações Institucionais ganhou visibilidade nacional no segundo mandato do governo Lula (2006-2010), quando exerceu a função de líder da bancada governista no Senado. À época, Salvatti ganhou o apelido de “pitbull” do governo, por ser considerada intransigente e defensora ferrenha das ações do Executivo.

Salvatti também ganhou notoriedade quando, em 2002, se elegeu senadora por Santa Catarina, sendo a primeira mulher a assumir o cargo pelo estado. Em 2010, ela disputou o governo do estado em Santa Catarina, mas foi derrotada no primeiro turno pelo candidato Raimundo Colombo (DEM).

Antes do Senado, Salvatti exerceu papel de liderança no Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina, que a alçou como liderança local, fazendo com que ela se elegesse como deputada estadual em 1994, sendo reeleita em 1998. Em 2002, ela se elegeria para o Senado.

Direitos humanos
A ligação histórica e política de Ideli Salvatti com os direitos humanos começou na década de 70, quando participou da fundação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, entidade que também presidiu. Enquanto senadora, Salvatti ajudou a fundar a Parada Gay de Florianópolis e, em 2006, realizou um ato de homenagem e aplauso aos organizadores do evento.

Na época, o estado de Santa Catarina registrou ataques homfóbicos em locais de convivência LGBT. A ex-senadora disse que é obrigação dos parlamentares apoiarem tais manifestações como forma de combate a homofobia. Além do apoio à Parada de Florianópolis, Salvatti integrou a Frente Parlamentar LGBT no Congresso Nacional.

A nova ministra também ajudou no lançamento do Seminário Nacional LGBT e fez parte do grupo de apoio ao programa “Brasil Sem Homofobia”, em 2004. No ato de lançamento do projeto, Salvatti emocionou os presentes ao se levantar e cantar a música “Paula e Bebeto”, famosa por proclamar que “qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor vale amar”.

Com esse histórico, há grande expectativa para que Ideli Salvatti invista em políticas públicas LGBT. A ministra poderá desempenhar papel fundamental no que diz respeito a sensibilizar a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a própria presidente Dilma Rousseff em torno do Kit Escola Sem Homofobia e da criminalização da homofobia.

Fonte: A Capa

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