Não há democracia sem pluralidade.

Por Aline Aiko*
Mahatma Ghandi disse: “Seja você a mudança que quer ver no mundo”. A humanidade em geral deveria retomar este grande “puxão de orelhas” dito por um grande líder, que sozinho libertou a Índia do domínio britânico sem o uso de uma única arma. Obviamente não podemos imaginar um mundo sem conflitos, ele em si é parte do movimento tese-antítese-síntese das transformações. Mas nos dias de hoje, pensar em conflito logo nos vem à mente os resultados da perda do limite humano por não saber lidar com a pluralidade, conceito esse que forma um dos pilares da democracia. Porque sem democracia, não há Direitos Humanos.

Promover hoje os Direitos Humanos é um grande desafio. E não falo apenas em relação àqueles que publicamente têm manifestado abertamente toda a falta de respeito aos Direitos Humanos, ao direito de escolher, ao direito de amar, ao direito ser. Eu falo para todos nós. Todos devem exercitar o olhar para si e não ter medo de se reinventar, de se desconstruir e refletir se o preconceito, a discriminação e as ofensas estão realmente apenas nos outros. Será que a maioria de nós, lá no fundo, não possuímos um vestígio deste constructo social excludente que tanto criticamos, e o reproduzimos sem perceber? A partir daí, cabe a consciência e a humildade de pensar se, para nós, apenas os outros é que precisam ser a mudança que o mundo precisa.

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