Parada Gay na Rússia acaba em confusão

No último sábado, 28 de maio, a polícia de Moscou anunciou ter detido mais de 40 pessoas durante as manifestações a favor da população LGBT realizadas no centro da capital russa.
Representantes das organizações LGBT andaram num autêntico jogo do “gato e do rato” não só com a polícia, mas também com “cabeças rapadas” e nacionalistas russos.

Inicialmente, algumas dezenas de gays e lésbicas tentaram manifestar-se perto da Praça Vermelha, gritando palavras de ordem como “Liberdade!”, “Rússia sem homofobia”, mas foram recebidos por manifestantes nacionalistas e ortodoxos que se envolveram em confrontos.

A polícia interveio para deter fundamentalmente representantes das minorias sexuais. As notícias iniciais davam conta de 10 detidos.

Proibição a favor da “moral social”
Gays e lésbicas tentaram também manifestar-se em frente da Câmara Municipal de Moscou, a algumas centenas de metros da Praça Vermelha, mas também aí foram recebidos por nacionalistas.

“Cabeças rapadas” e ortodoxos russos entoaram canções de protesto contra a realização de paradas gays.
Duas jovens, apoiantes das minorias sexuais, tentaram polemizar com os jovens nacionalistas, apelando à tolerância, mas acabaram por ser detidas pela polícia.

As autoridades moscovitas têm vindo a proibir a realização de paradas gays, alegando irem contra a “moral social” e “a pedido dos habitantes da cidade”. “O Governo de Moscou recebeu uma grande quantidade de apelos da sociedade para que essas manifestações sejam proibidas”, justificam-se as autoridades.

Um porta-voz do Ministério do Interior da Rússia tinha dito na sexta-feira a propósito destas manifestações: “As suas ações ilegais têm um caráter provocatório, serão imediatamente travadas em conformidade rígida com a lei vigente”.

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