Secretário de Saúde de Porto Alegre é assassinado de forma misteriosa

O assassinato do secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos, no início da noite de ontem, surpreendeu Porto Alegre. A morte já está sendo investigada e testemunhas falam em até 10 tiros.

As primeiras informações de dirigentes do PTB eram de que ele reagiu a uma tentativa de assalto, mas o depoimento das primeiras testemunhas indica que Eliseu Santos foi vítima de execução.

Os indícios de que o secretário reagiu e disparou sua arma não significam que tenha sido um assalto. Eliseu, que já tinha registrado queixa na polícia por ameaça de morte, pode ter reagido ao perceber que era alvo de um ou mais atiradores.

Homem polêmico, o secretário tinha um histórico de desavenças que podem explicar sua morte. Em maio de 2009, quando recebeu as ameaças de morte relatadas à polícia, Eliseu deu declarações públicas de que não tinha medo, mas andava sempre armado. À época, o problema era com uma empresa de segurança que prestava serviços à Secretaria Municipal da Saúde. Dirigentes dessa empresa acusaram um assessor de Eliseu de cobrar propina para fazer caixa de campanha. O secretário negou a cobrança de propina, disse que a empresa estava fazendo chantagem para renovar o contrato, que acabou rescindido.

Outro imbróglio envolvendo sua área foi a investigação da Polícia Federal sobre a atuação do Instituto Sollus, que prestou serviço à prefeitura de Porto Alegre no gerenciamento dos postos de saúde e teria desviado R$ 9 milhões dos cofres da prefeitura. Na véspera de ser assassinado, Eliseu teria prestado depoimento à Polícia Federal.

O velório será realizada no salão Julio de Castilhos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir das 14h deste sábado. Já o enterro de Eliseu Santos está previsto para as 16h de domingo, no Cemitério Ecumênico João XXIII, na Capital

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