Respeito à diversidade sexual e à identidade de gênero: Projeto Freeda pretende mapear bom atendimento à população LGBT

Equipe Freeda na Marathona Hackathon: Gabriel Galli, Bárbara Arena e Patricia Becker / Foto: Divulgação

Equipe Freeda na Marathona Hackathon: Gabriel Galli, Bárbara Arena e Patricia Becker / Foto: Divulgação

Avaliar os estabelecimentos públicos e privados no quesito respeito à diversidade sexual e identidade de gênero. Este é o objetivo do projeto “Freeda”, de autoria dos ativistas gaúchos Bárbara Arena, Gabriel Galli e Patrícia Becker, participante da maratona hacker Gênero e Cidadania, da Câmara dos Deputados, que acontece de 24 a 28 de novembro em Brasília. A edição deste ano reúne iniciativas digitais que colaborem na promoção da cidadania e da igualdade de gênero.

O projeto surge a partir da constatação do grande número de violências homofóbicas que a população LGBT sofre diariamente e da ausência (e baixa) produção de dados a respeito. Ao mesmo tempo, há o interesse em positivar a pauta também buscando valorizar espaços e estabelecimentos que têm boas práticas em relação ao tratamento e acolhimento a gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais e em respeito à igualdade de gênero. O projeto prevê ainda a criação do Selo Social Freeda, uma ferramenta para divulgar e valorizar estabelecimentos que estejam dispostos a adotar políticas de respeito à diversidade e à igualdade de gênero.
O projeto Freeda passa agora para a fase final de apresentações na maratona. As duas melhores iniciativas serão premiadas com uma viagem a Washington, nos Estados Unidos, para participar de um evento do Banco Mundial sobre democracia digital. Independente da premiação, o grupo acredita que a ação pode ser o início de algo maior: “Pretendemos transformar o Projeto Freeda em um projeto com ações sociais práticas. Não vamos finalizar quando a maratona chegar ao final”, finaliza a ativista Patrícia.Em sua segunda edição, a maratona hacker Hackathon Gênero e Cidadania estimula o desenvolvimento de aplicativos que contribuam para a diminuição da violência de gênero e o aumento da participação formal da mulher na política. Foram selecionadas 22 projetos, de um total de 165 inscritos para o evento, que acontece entre os dias 24 e 28 de novembro, no Salão Branco do Congresso Nacional. A iniciativa é do Laboratório Hacker e da Secretaria da Mulher, com apoio do Banco Mundial.

A cerimônia de encerramento e apresentação dos protótipos está prevista para acontecer na próxima sexta-feira (28) às 9h30 no Salão Branco do Congresso Nacional.

Fonte: Redação, com informações de Agência Maga