O que fazer num final de semana chuvoso em Porto Alegre?

Segundo a previsão metereológica, a chuva não nos deixará tão cedo. Pelo menos, até segunda-feira, irá chover todos os dias. Então, esqueçam o brique, a Redenção e as calçadas da Fama, do Bom Fim ou da Cidade Baixa e usem a criatividade e a imaginação.

Elke Maravilha em A Suprema Felicidade, de Jabor

Além das saunas e bas-fond uma dica é o filme “A Suprema Felicidade“, que marca o retorno de Arnaldo Jabor à direção, após quase 25 anos de afastamento (o último filme do diretor havia sido Eu Sei que Vou Te Amar, lançado em 1986). O filme fica em cartaz na sala do Cine Bancários até o dia 24, com sessões às 15h, 17h15min e 19h30min e os ingressos custam a bagatela de R$ 5 para o público em geral e R$ 2,50 para estudantes, idosos, bancários e jornalistas sindicalizados e funcionários do GHC. A cópia é de 35mm.

O filme apresenta um roteiro claramente autobiográfico, mas dividiu a crítica e teve um desempenho fraco nas bilheterias. Agora, o público local terá uma nova chance de avaliar este que é considerado o Amarcord de Jabor, uma produção caprichada, na qual o diretor carioca olha para a sua infância e juventude com a nostalgia e a liberdade onírica da obra-prima de Fellini, ainda que sem alcançar o mesmo resultado.

Outra opção bárbara, que fica em cartaz até o final do mês, são os três trabalhos da companhia Tholl, que entra em cartaz no Theatro São Pedro. Tholl, imagem e sonho, Exotique, e o inédito Circo de bonecos terão apresentações diárias. “Acho que, na história recente, não há um grupo que tenha feito isso de levar tantos espetáculos para poder mostrar toda sua diversidade”, instiga João Bachilli, diretor do Tholl.

Durante esta temporada o Tholl realizará uma série de oficinas e workshops até domingo, das 9h às 12h ou das 13h30min às 16h30min. As vagas são limitadas a 30 pessoas por classe e o custo do workshop é de R$ 40,00. Os valores das oficinas variam de R$ 100,00 a R$ 300,00. As inscrições podem ser feitas diretamente no Multipalco do Theatro São Pedro

Outra possibilidade cênica é o Japão e as Mulheres, que está neste sábado, às 16h30min, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736), quando será exibido a performance “Man-Chá”, com o grupo n.a.i.p.e., com entrada franca.

A apresentação envolve conceitos das artes visuais, teatro, poesia e dança e foi concebida pela artista visual Mariana Konrad.

Kenneth Anger no mesanino da Usina do Gasômetro

 Outra boa dica é a vídeoinstalação do norte-americano Kenneth Anger, ícone do cinema do século XX, que está no Mezanino da Usina do Gasômetro, até o dia 1º de agosto. A instalação é realizada a partir de alguns dos principais filmes de Anger, projetados em telas distribuídas em duas salas, revestidas de vinil vermelho e prata. A visitação é de terças a domingos, das 9h às 21h, com entrada franca.

Esta exposição tem curadoria da alemã Susanne Pfeffer, do KW Instituto de Arte Contemporânea de Berlim e do MoMA PS1 NY, e já passou por Nova York, em 2009, onde obteve grande sucesso de crítica e público.

Já o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, exibe neste domingo, dia 17 de julho, às 19h, com entrada franca, o longa-metragem Anjos do sol , de Rudi Lagemann.

Esta exibição integra a programação do ciclo Cinema e História: Problemas Contemporâneos, realizada em parceria com o Centro Acadêmico de Estudantes de História (CHIST), da UFRGS. Após a sessão, o acadêmico de História (UFRGS), Ivanhoé Arturo Freitas Reynoso, que pesquisa o tráfico de crianças associado à pedofilia e prostituição infantil, conduz o debate com o público.

Anjos do sol, que conta com as presenças de Vera Holtz e Antonio Calloni, acompanha a história de Maria, uma menina de 12 anos que é vendida pela família, no interior do nordeste brasileiro, a um recrutador de prostitutas que a envia para um prostíbulo numa pequena cidade na floresta amazônica. Após meses sofrendo abusos com outras meninas, Maria consegue fugir e atravessa o Brasil na carona de caminhões. Esta produção brasileira obteve cinco prêmios no Festival de Cinema de Gramado, em 2006: filme (divido com o longa Serras da Desordem), roteiro, ator (Antonio Calloni), ator coadjuvante (Otávio Augusto) e atriz coadjuvante (Mary Sheila).

Para assistir você deve enviar um e-mail para museuhjc@cultura.rs.gov.br e confirmar sua participação

Equipe de Redação do SOMOS, com informações do Clima Tempo, CineBancários, Theatro São Pedro, Secretaria Municipal da Cultura; Secretaria Estadual de Cultura.

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