Mulheres ainda ganham salários mais baixos

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Mulheres ainda ganham menos que os homens na região Metropolitana de Porto Alegre – RS, apesar de a diferença ter diminuído nos últimos 14 anos. Em 2014 o rendimento médio das mulheres foi de R$ 1.597, valor 24,6% menos que os representantes do sexo masculino. Também representam  mais de metade dos/as desocupados/as na região, 51,1% em relação a 48,9% dos homens.  Esses dados foram apresentados no dia de ontem pela socióloga Miriam De Toni, da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

A divulgação da pesquisa sobre a Inserção da Mulher no Mercado do Trabalho da RMPA, para marcar o Dia Internacional da Mulher. De acordo com a socióloga, em todas as faixas educacionais a mulher ganha menos. Essa diferença apresentou uma redução entre 2000 e 2014. A mulher com ensino superior ganhava 34,2%  a menos que um homem em 2000. Em 2014 , a diferença baixou para 28,5%.

A taxa de desemprego também é maior para as mulheres. O índice desacelerou 2,1% em 2014, após 10 anos de alta. Mesmo assim, o nível ocupacional passou de 7,5% em 2013 para 6,6% em 2014.  Isso é explicado pela saída das mulheres do mercado de trabalho (27 mil) em número superior à perda de postos de trabalho (17 mil).

A pesquisa mostra, também, que a taxa de ocupação feminina apresentou desempenho negativo nos principais setores de atividade entre 2013 e 2014. A maior redução na ocupação feminina ocorreu no setor da indústria (-4,9%) com a diminuição de 5 mil mulheres. . Já no comércio, houve uma redução de 4,3% o que corresponde a 7 mil mulheres a menos no mercado de trabalho. No setor de serviços, a redução foi de 4 mil mulheres.

Mesmo assim, com a desigualdade na questão salarial, pela primeira vez, desde os anos 2000, as mulheres apresentam um tempo de procura do trabalho, inferior aos homens. Em 2014, o indicador sofreu alta para ambos os sexos: 23 semanas para as mulheres (duas semanas a mais do que em 2013) e 24 semanas para os homens (elevação de cinco semanas).

Essa pesquisa demonstra que os direitos das mulheres ainda precisam ser conquistados e reconhecidos.

 

Fonte: Jornal Correio do Povo

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