Jovens que vivem com HIV posam com celebridades em ensaio fotográfico para campanha do 1º de dezembro

A partir de 15 histórias de vida diferentes, as imagens retratam o que eles têm em comum: a luta contra o preconceito


Reynaldo Gianecchini e Amanda Andrade
 Foto: Magda Fernanda

 Aos nove anos ela contraiu HIV porque ainda tomava o leite da mãe. Amanda Andrade (na foto com Reinaldo Gianecchini), de 18 anos de idade, é moradora de Florianópolis(SC). Perdeu a mãe por conta da aids, trabalha, tem namorado e leva uma vida como a de qualquer jovem. Hoje nem toma mais antirretrovirais, pois sua carga viral está em níveis estáveis.

Hugo Soares,  (de camiseta vermelha, com Carolina Ferraz), de Belém (PA), 23 anos,contraiu HIV por meio de abuso sexual aos 16 anos. Aos 21 anos descobriu que tinha o vírus porque percebia sua saúde debilitada. Há um ano e meio trabalha na militância dos jovens com HIV e mora na casa da avó.

Histórias de vida diferentes, mas uma causa comum: lutar contra o preconceito em torno da doença. Esse é o tema da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, a ser lançada em 1º de dezembro. Hugo já sofreu na pele isso, foi expulso de casa e perdeu o emprego ao revelar que era homossexual. Em entrevistas de trabalho, perdeu oportunidades por conta de sua sorologia.

Carolina Ferraz também aderiu a campanha

Por ano, são registrados cerca de oito mil casos de aids em jovens de 13 a 29 anos. Embora tenham a doença, têm também vida e muitos desafios pela frente. Conseguir um trabalho, manter os laços de amizade com os familiares e amigos e serem enxergados como qualquer jovem e não como diferentes.

Para a consultora do Ministério da Saúde, Nara Vieira, o preconceito exclui e prejudica a autoestima. “Ele pode colocar em risco o desejo de viver e os projetos de vida desses jovens”, observa

Celebridades – Reynaldo Gianecchini, Bruno Gagliasso, Cauã Raymond e Grazilela Massafera estão posando para fotos com Amanda, Hugo e outros 13 jovens que vivem com o HIV/aids, em um estúdio no Rio de Janeiro, até amanhã (13 de novembro). As imagens são de abraço, beijo e representam proximidade e solidariedade. A ideia é demonstrar que amor, carinho e respeito não transmitem aids.

O trabalho resultará em uma exposição itinerante que vai circular pelo País, começando por Brasília e Fortaleza. Com o tema “Somos Iguais. Preconceito não”, a ação vai de encontro ao senso comum que predomina na população brasileira e desfaz mitos

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