Aids: cai número de infecções e mortes no mundo

Michael Sidibé, diretor executivo da Unaids

Um relatório divulgado nesta segunda-feira, 21 de novembro, pela Unaids, braço das Nações Unidas que reúne estatísticas sobre a aids, mostra que o número de novas infecções pelo HIV caiu 21% desde 1997 e o de mortes relacionadas à aids diminuiu 21% desde 2005.

O relatório revela que, em 2010, 34 milhões de pessoas no mundo viviam com o HIV. No ano passado, foram 2,7 milhões de novas infecções e 1,8 milhão de óbitos por conta de complicações ligadas à aids.

Para Michael Sidibé, diretor executivo da Unaids, mesmo com a crise financeira mundial, o combate à doença não sofreu grandes consequências. Segundo a agência, o acesso a tratamento poupou 2,5 milhões de vidas desde 1995. O número recorde, segundo a agência, se deve ao prolongamento cada vez maior da vida de pessoas contaminadas, graças aos avanços nas terapias contra doença.

Pessoas que vivem com HIV estão vivendo mais e mortes relacionadas à aids estão diminuindo devido aos efeitos da terapia anti-retroviral. Segundo o relatório, desde 2005, óbitos relacionados à aids diminuiu de 2,2 milhões para 1,8 milhões, em 2010. Cerca de 2,5 milhões de mortes foram evitadas em países de baixa e média renda, devido ao maior acesso ao tratamento de HIV desde 1995.

De acordo com o relatório, o Brasil tem investido de forma adequada há anos e está na vanguarda de garantir o acesso à prevenção do HIV e oferecer tratamento para doença. Em 2008, o governo brasileiro investiu mais de US$ 600 milhões, quantidade menor do que a da Rússia, que destinou US$ 800 milhões. Mas, segundo o relatório, mesmo investindo menos, a política brasileira de combate à aids tem sido mais eficaz do que a da Rússia.

No Brasil, dados atualizados sobre infecções e mortes serão divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 1º de dezembro, dia mundial de luta contra a doença. A Unaids destacou o papel do país ao atender pacientes “mais vulneráveis e marginalizados”.

Na América Latina, os números da epidemia continuam estáveis, de acordo com a Unaids, com uma média de 100 mil novos casos de infecção a cada ano desde 2001. As mulheres são um terço das pessoas infectadas até 2010.

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